Exibições da letra 25
Letra

    Vagabundo, que é cheque mate
    Joga o jogo
    Vagabundo, que é cheque mate
    Joga o jogo
    Vagabundo
    Vagabundo
    Joga o jogo
    Vagabundo, neguin, é nóis até o fim
    Joga o jogo que é cheque mate

    Nas esquinas perigosas do Rio de Janeiro
    Sigo em missão honrosa acumulando dinheiro
    Pelo bem da minha família, o bem estar do herdeiro
    Pela honra da quadrilha, gangstar verdadeiro
    Como num filme de Coppola, Cartel de volta
    Mulheres nuas na endolar misturam coca
    Minha segurança é a pistola, eu dispenso escolta
    Confio nem na minha sombra, ela não sai da minha cola
    O telefone grampeado as vezes toca
    Pros vermes na maldade me esperando na entoca
    E se bater de frente, você sabe, eles pipoca
    Querem entrar na minha mente, mas minha mente é de maloca
    Tenta mas não me sufoca
    Eu tô no foco de montar o meu império
    Apartamentos pela orla, sangue bom, eu falo sério
    Ouro e cartão de crédito, prêmios pelos méritos
    Dar uma carro pra minha mina usando o cartão de débito
    Futuro do meu filho dentro de um cofre
    15 anos planejando pra então encontrar a sorte
    15 anos só treinando pra encontrar ela bem forte
    15 anos pilotando pra te achar antes da morte

    Ô, Sol, as vezes eu te vi passar
    As vezes sonhei com você
    Sabia que ia te encontrar
    E a gente ia se entender
    As vezes eu te vi passar
    As vezes sonhei com você
    Sabia que ia te encontrar
    E a gente ia se entender

    Som de vagabundo, neguin
    Som de vagabundo
    Som de vagabundo, neguin, é nóis até o fim
    Joga o jogo que é xeque-mate

    Cash rules, money get around
    CREAM get the money, dollar dollar bill, yall

    24 horas, tô sempre gerando notas
    Mas que os X9 só pensem que eu tô parado na esquina
    Vendido igual bala pelas mãos dessas meninas
    No meu bairro, qualquer treta é uma endolar clandestina
    Quilos de pasta base pra refinar cocaína
    Mas se a pasta é pasta base, solta a base, eu faço a rima
    Só sei contar dinheiro, eu nem sei tabuada
    Só sei contar as gramas, mas sem conversa fiada
    Vocês não tão ligado na metade do processo
    Meus manos tão privados, sabe que não é piada
    Tramando outro esquema, tudo pra dar errado
    Quantas probabilidades, tô na última tacada
    Blefe igual no poker, ciente da jogada
    Respeito nas ruas, ganhe tudo ou seja nada

    Ninguém tava lá comigo na época da rua de barro
    Ninguém viu meu sacrifício, meu início, a minha luta
    Um bando de filha da puta, aponta, quer julgar
    Desci lá no inferno e voltei pra contar
    A firma tá forte depois de um tempo sombrio
    Cartel terror do Rio, é ruim de aturar
    Direto do esgoto pra tomar o melhor lugar
    Nem começamo a lucrar, vou voar, eu mereço
    Da esquina sem calçada, cheio de fome, eu não esqueço
    Sei do sofrimento, o começo sem grana
    Hoje eu pego um avião cada semana
    Contando dinheiro, Funkero Montana
    Pró-ativo, ritmo de executivo
    Trabalhando igual bandido, foco no objetivo
    Tempo é dinheiro, eu ainda tenho pouco
    Escoltando malote, deixo o troco pros porco
    Segura aí, antes de falar da nossa história
    Minha dor tá na memória, é o combustível pra vitória
    Do fim da fila, pro pódio
    Foda-se o seu ódio
    Nada pessoal, apenas negócios

    Ô, Sol, as vezes eu te vi passar
    As vezes sonhei com você
    Sabia que ia te encontrar
    E a gente ia se entender
    As vezes eu te vi passar
    As vezes sonhei com você
    Sabia que ia te encontrar
    E a gente ia se entender


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