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O Cacto

Casa de Caba

O Cacto

Há lua demais pra minha falta de paz
Há dentro de mim pouco silencio
Há cores demais para o meu cinza ranzinza notar
Eu não quero flores pra enfeitar
Não mereço ser feito de açúcar ou mel
Não assumirei tal papel
Em nome de todas as palavras ditas

E que foram feitas com a matéria prima da desilusão
Ser feliz é muita ingratidão
No banco do tribunal serei vil, serei mal
Para a epiderme dos dedos serei uma farpa de pau
E eu que de mudo me calo pelos cotovelos
Como uma letra que some ao tocar o papel

Ah meu amor
Quero saber por favor
Quando mudar de endereço
Me tenha apreço e me diga onde foi
Ah general
Deixe-me ser imoral
Prefiro a decadência que a continência
Batida na testa lambida de sal.

O Cacto

Há lua demais pra minha falta de paz
Dentro de mim, pouco silêncio
Há cores demais pro meu cinza ranzinza notar
Não quero flores pra enfeitar
Não mereço ser feito de açúcar ou mel
Não vou assumir esse papel
Em nome de todas as palavras ditas

E que foram feitas com a matéria-prima da desilusão
Ser feliz é muita ingratidão
No banco do tribunal serei vil, serei mal
Pra pele dos dedos, serei uma farpa de pau
E eu que de mudo me calo pelos cotovelos
Como uma letra que some ao tocar o papel

Ah meu amor
Quero saber, por favor
Quando mudar de endereço
Me tenha apreço e me diga onde foi
Ah general
Deixe-me ser imoral
Prefiro a decadência à continência
Batida na testa lambida de sal.

Composição: Magaiver Santos