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Pão e Rosas

Casa Del Vento

Pane E Rose

Guarda lontano
Non ti fermare
Anche se la strada
Ti sembra finita.

Più di una volta
Avrai da lottare
Morderai il fango
Nella tua storia.

Un giorno vorrei
Poterti parlare
Di tutte le cose
Che tengo nel cuore.

Di quante cadute
La polvere in bocca
Di quanto i tuoi occhi
Hanno pianto di rabbia.

Posso donarti soltanto
Il pane e le rose
Scaldare i tuoi giorni d'inverno
Con la mia onestà.

Ti voglio parlare
Di cosa è importante
Che non serve a niente
La corsa al denaro.

Del pianto e il sudore
Delle tue radici
Dell'uomo spezzato
E lasciato per terra.

Ricordo i miei occhi
Le corse nei prati
Nei giorni di pioggia
Di nuvole e vento.

E dei temporali
Nei giorni di Maggio
Bagnato dall'acqua
E l'incanto del fiume.

Posso donarti soltanto
Il pane e le rose
Scaldare i tuoi giorni d'inverno
Con la mia onestà.

Ti voglio parlare
Delle gambe sporche
E delle memorie
Dei vecchi alla sera.

Ti vorrei parlare
Di cosa ho imparato
Di quale saggezza
Mi ha dato il passato.

Non so se saprò
Quando sarai grande
Rispondere ai dubbi
Delle tue domande.

Io penso al domani
E alle nuvole nere
Di quanta ingiustizia
Ti possa fermare.

Posso donarti soltanto
Il pane e le rose
Scaldare i tuoi giorni d'inverno
Con la mia onestà.

Pão e Rosas

Guarda longe
Não pare
Mesmo que a estrada
Parece ter acabado.

Mais de uma vez
Você vai ter que lutar
Vai morder a lama
Na sua história.

Um dia eu gostaria
De poder te falar
Sobre todas as coisas
Que guardo no coração.

Sobre quantas quedas
A poeira na boca
Sobre quanto seus olhos
Choraram de raiva.

Posso te dar apenas
O pão e as rosas
Aqueço seus dias de inverno
Com a minha honestidade.

Quero te falar
Sobre o que é importante
Que não adianta nada
A corrida pelo dinheiro.

Sobre o choro e o suor
Das suas raízes
Do homem quebrado
E deixado no chão.

Lembro dos meus olhos
Das corridas nos campos
Nos dias de chuva
De nuvens e vento.

E das tempestades
Nos dias de Maio
Molhado pela água
E o encanto do rio.

Posso te dar apenas
O pão e as rosas
Aqueço seus dias de inverno
Com a minha honestidade.

Quero te falar
Das pernas sujas
E das memórias
Dos velhos à noite.

Eu gostaria de te falar
Sobre o que aprendi
Sobre qual sabedoria
O passado me deu.

Não sei se vou saber
Quando você crescer
Responder as dúvidas
Das suas perguntas.

Eu penso no amanhã
E nas nuvens negras
De quanta injustiça
Pode te parar.

Posso te dar apenas
O pão e as rosas
Aqueço seus dias de inverno
Com a minha honestidade.

Composição: