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Pelas Estradas

Casa Del Vento

Per Le Strade

Ogni giorno
Percorri queste strade
Consumate dai tuoi passi
Ogni mattino.

Non conosci
Le storie che hanno visto
Tante anime
E un unico cammino.

Hanno urlato
Per non farsi strozzare
Per qualcosa
Per essere presenti.

Mentre gli altri
Rimasero a dormire
In silenzio
Per restare indifferenti.

Per le strade
Chiedevano di avere
Un sollievo
A quel fiume di sudore.

Ore e ore
Per un pezzo di pane
Niente rose né profumo
Per l'amore.

Il vento dorme
Smette di soffiare
Non scorre l'acqua
Che dava vita al fiume
Il sole è stanco
E smette di scaldare
Radici recise
Di un albero che muore.

Per le strade col tuo respiro
Per le strade coi tuoi pensiero
Per le strade con la tua storia
Per le strade
Per le strade col tuo respiro
Per le strade coi tuoi pensiero
Per le strade con la tua storia
Per le strade.

Dai cantieri
E da dentro le officine
E dai boschi e le campagne
Anche i braccianti.

Attaccati
Hanno eretto barricate
La divisa che colpiva
Gli scioperanti.

Arrivando dai monti
E da oltre il fiume
A Firenze
Le rose per le strade.

Pensa a Bruno
Portato a Villa Triste
Torturato lui
Decise di lasciare.

Il vento dorme
Smette di soffiare
Non scorre l'acqua
Che dava vita al fiume
Il sole è stanco
E smette di scaldare
Radici recise
Di un albero che muore.

Per le strade col tuo respiro
Per le strade coi tuoi pensiero
Per le strade con la tua storia
Per le strade.

Come i fiori caduti a Reggio Emilia
Come il fuoco quei giorni giù in Sicilia
E così chi ci doveva aiutare
Impazziti cominciarono a sparare.

Per le strade volevano capire
E pensare a come fare per cambiare
Quell'abbraccio divenne una tempesta
Sul selciato il fiore della ribellione.

Per le strade col tuo respiro
Per le strade coi tuoi pensiero
Per le strade con la tua storia
Per le strade.

Per le strade col tuo respiro
Per le strade coi tuoi pensiero
Per le strade con le tue gambe
Per le strade.

Pelas Estradas

Todo dia
Caminha por essas ruas
Desgastadas pelos seus passos
Toda manhã.

Você não conhece
As histórias que viram
Tantas almas
E um único caminho.

Gritaram
Para não serem sufocados
Por algo
Para estarem presentes.

Enquanto os outros
Ficaram dormindo
Em silêncio
Para se manterem indiferentes.

Pelas ruas
Pediam para ter
Um alívio
Daquele rio de suor.

Horas e horas
Por um pedaço de pão
Nada de rosas nem perfume
Para o amor.

O vento dorme
Para de soprar
A água não corre
Que dava vida ao rio
O sol está cansado
E para de aquecer
Raízes cortadas
De uma árvore que morre.

Pelas ruas com seu respirar
Pelas ruas com seu pensamento
Pelas ruas com sua história
Pelas ruas
Pelas ruas com seu respirar
Pelas ruas com seu pensamento
Pelas ruas com sua história
Pelas ruas.

Dos canteiros
E de dentro das oficinas
E dos bosques e das fazendas
Até os trabalhadores.

Colados
Ergueram barricadas
A farda que batia
Nos grevistas.

Vindo das montanhas
E de além do rio
Em Florença
As rosas pelas ruas.

Pensa em Bruno
Levado para a Villa Triste
Torturado ele
Decidiu ir embora.

O vento dorme
Para de soprar
A água não corre
Que dava vida ao rio
O sol está cansado
E para de aquecer
Raízes cortadas
De uma árvore que morre.

Pelas ruas com seu respirar
Pelas ruas com seu pensamento
Pelas ruas com sua história
Pelas ruas.

Como as flores caídas em Reggio Emilia
Como o fogo aqueles dias lá na Sicília
E assim quem devia nos ajudar
Pirados começaram a atirar.

Pelas ruas queriam entender
E pensar em como fazer para mudar
Aquele abraço se tornou uma tempestade
Sobre o pavimento a flor da rebelião.

Pelas ruas com seu respirar
Pelas ruas com seu pensamento
Pelas ruas com sua história
Pelas ruas.

Pelas ruas com seu respirar
Pelas ruas com seu pensamento
Pelas ruas com suas pernas
Pelas ruas.

Composição: