Qué Tontería (part. Vicente Cifuentes)
Hoy me quise estacionar
Un ratito pa pensar
Hoy quise respirar, dejar de ignorar
Que dentro de mi cabeza
Hay taladros que no dejan de sonar
Y perforar
Perforan las partes de mí
Que aún creen que aquí
Hay un rompecabezas
Con piezas muy perfectas
Que me van a encajar
Cuando el momento tenga que llegar
A veces es más fácil dejarse abatir (abatir)
Espalda contra el suelo (espalda contra el suelo)
Dejar que se perfore cada parte de mí (cada parte de mí)
Sin ningún consuelo
Y queda
Intacta esa parte que no deja de gritar
Y echarse a llorar (y echarse a volar)
Para que alguien venga a explicar (explicarlo todo)
Por qué pasan las cosas
Y queda
Intacta esa parte que no deja de insistir
Que alguien venga aquí (que alguien venga aquí)
Me logré hacer reír
Y me entregué razones para no tener más ganas de morir
Uh-uh
Ay, de morir (la fantasía de morir viviendo)
Qué tontería (qué tontería)
Hoy quise por fin, notar el sauce que está detrás
Me mira de frente
Sermoneándome silente
Con su cabellera verde
Su energía tan paciente y nada más
Minutos de claridad que llegan con verdad
Y me hacen despertar de la antigua ceguera
Y, sin embargo
Taladros vuelven
Perforan siempre
A veces es más fácil dejarse abatir (abatir, cómo abatir?)
Espalda contra el suelo (espalda contra el suelo)
Dejar que se perfore cada parte de mí (cada parte de ti)
Sin ningún consuelo
Y queda
Intacta esa parte que no deja de gritar
Y echarse a llorar (y echarse a volar)
Para que alguien venga a explicar (explicarlo todo)
Por qué pasan las cosas
Y queda
Intacta esa parte que no deja de insistir
Que alguien venga aquí (que alguien venga aquí)
Me logré hacer reír
Y me entregué razones para no tener más ganas de morir
De morir viviendo (no, no-no, no)
Sin sufrimiento (qué tontería)
Qué tontería
Ay, de morir
Qué tontería
Qué fantasía
Que Besteira (part. Vicente Cifuentes)
Hoje eu quis estacionar
Um tempinho pra pensar
Hoje eu quis respirar, parar de ignorar
Que dentro da minha cabeça
Tem furadeiras que não param de soar
E perfurar
Perfuram as partes de mim
Que ainda acreditam que aqui
Tem um quebra-cabeça
Com peças muito perfeitas
Que vão se encaixar
Quando o momento tiver que chegar
Às vezes é mais fácil se deixar abater (abater)
Costas no chão (costas no chão)
Deixar que perfurem cada parte de mim (cada parte de mim)
Sem nenhum consolo
E fica
Intacta essa parte que não para de gritar
E se jogar a chorar (e se jogar a voar)
Pra que alguém venha explicar (explicar tudo)
Por que as coisas acontecem
E fica
Intacta essa parte que não para de insistir
Que alguém venha aqui (que alguém venha aqui)
Consegui me fazer rir
E me dei razões pra não ter mais vontade de morrer
Uh-uh
Ai, de morrer (a fantasia de morrer vivendo)
Que besteira (que besteira)
Hoje eu quis finalmente notar o salgueiro que tá atrás
Me olha de frente
Sermoneando em silêncio
Com seu cabelo verde
Sua energia tão paciente e nada mais
Minutos de clareza que chegam com verdade
E me fazem despertar da antiga cegueira
E, no entanto
Furadeiras voltam
Perfuram sempre
Às vezes é mais fácil se deixar abater (abater, como abater?)
Costas no chão (costas no chão)
Deixar que perfurem cada parte de mim (cada parte de ti)
Sem nenhum consolo
E fica
Intacta essa parte que não para de gritar
E se jogar a chorar (e se jogar a voar)
Pra que alguém venha explicar (explicar tudo)
Por que as coisas acontecem
E fica
Intacta essa parte que não para de insistir
Que alguém venha aqui (que alguém venha aqui)
Consegui me fazer rir
E me dei razões pra não ter mais vontade de morrer
De morrer vivendo (não, não-não, não)
Sem sofrimento (que besteira)
Que besteira
Ai, de morrer
Que besteira
Que fantasia