Carrefour De La Solitude
Au carrefour de ma solitude
Et de mes illusions perdues
Quand vont se coucher les étoiles
Que s'apaisent nos ultimes craintes
L'idée de l'homme transparaît
Tumultueuse et dévorante
L'infinie douceur de sa voix
Trouble ma musique intérieure
Il parle des à-coups de la vie
En un murmure exacerbé
Il dit qu'il faut encore lutter
Alors que j'ai les reins cassés
Et puis soudain, dans la nuit noire
Après tant d'efforts déguisés
La femme louve se réveille
La faim lui dénoue les entrailles
Dévoilant son corps dispersé
À l'horizon Soleil couché
Dans des draps d'aube tourmentée
Ses bras enserrent l'éternité
Il la turbule et la patiente
Elle n'est plus seule dans la chaleur
Peu à peu s'ouvre sur le jour
Un visage au regard nouveau
Il devient le centre du monde
Les quatre chemins de son âme
Sous le feu de l'incertitude
Leurs deux mains se sont détachées
Elle veut le fondre à son amour
Mais douc'ment, il s'est éloigné
Il y a des plaintes qui s'entravent
Elle n'attend plus rien ni personne
Et son chagrin en mouvement
Déjà se confond à l'abîme
Si près de lui dans la douceur
Si près de lui dans le néant
Cruzamento da Solidão
No cruzamento da minha solidão
E das minhas ilusões perdidas
Quando as estrelas vão se pôr
E se acalmam nossos últimos medos
A ideia do homem transparece
Tumultuosa e devoradora
A infinita doçura da sua voz
Perturba minha música interior
Ele fala dos altos e baixos da vida
Em um sussurro exacerbado
Ele diz que ainda é preciso lutar
Enquanto eu estou quebrado por dentro
E então, de repente, na noite escura
Depois de tantos esforços disfarçados
A mulher lobo se desperta
A fome a aperta por dentro
Revelando seu corpo disperso
No horizonte do sol poente
Em lençóis de aurora atormentada
Seus braços abraçam a eternidade
Ele a perturba e a espera
Ela não está mais sozinha no calor
Pouco a pouco se abre para o dia
Um rosto com um olhar renovado
Ele se torna o centro do mundo
Os quatro caminhos de sua alma
Sob o fogo da incerteza
Suas duas mãos se soltaram
Ela quer fundi-lo ao seu amor
Mas devagar, ele se afastou
Há queixas que se entrelaçam
Ela não espera mais nada nem ninguém
E sua dor em movimento
Já se confunde com o abismo
Tão perto dele na doçura
Tão perto dele no vazio
Composição: Francis Campello, Christiane Ribeiro, Christian Taurines