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Tango Oriental

Cátulo Castillo

Tango oriental

Tímida sonrisa que ocultabas
tras los pálidos plumones
y el marfil de tu abanico...

Entre sus varillas me miraban,
y jugaban al amor,
tus dulces ojos niños...

Loco ir y venir de pelucones
por los rojos cortinados
y a la luz de tus salones...

Junto a tus dorados
Oropeles de festín,
cantaba mi pobreza en el violín...

Yo sé
que todo aquello solo fue
una cadencia de minué,
y que el soñar
tiene despertar...
Mas
sé que también no te olvidé.
Y en los silencios del esplín,
está sonando mi violín,
tal vez llamándote...

Eres una triste princesita
que se muere en un palacio
de cristal y malakita...

Yo soy un romero sensiblero,
que no tiene nada más,
que el mundo y sus senderos...

Pero, bajo el sol de los caminos,
soy el dueño del espacio,
con mis sueños peregrinos...

Tengo las estrellas
y los vientos del confín,
que cantan en la voz de mi violín.

Tango Oriental

Sorriso tímido que escondias
atrás das penas pálidas
e do marfim do seu leque...

Entre suas varas me olhavam,
e brincavam de amor,
os teus doces olhos de criança...

Loucura de ir e vir de perucas
pelas cortinas vermelhas
e à luz dos teus salões...

Junto aos teus dourados
brilhos de festim,
cantava minha pobreza no violino...

Eu sei
que tudo aquilo foi
uma cadência de minué,
e que sonhar
tem seu despertar...
Mas
sei que também não te esqueci.
E nos silêncios do esplin,
meu violino está tocando,
talvez te chamando...

Você é uma triste princesinha
que morre em um palácio
de cristal e malaquita...

Eu sou um romeiro sensível,
que não tem nada mais,
em vez do mundo e seus caminhos...

Mas, sob o sol das estradas,
sou o dono do espaço,
com meus sonhos peregrinos...

Tenho as estrelas
e os ventos do confim,
que cantam na voz do meu violino.

Composição: Nelson Pilosof - Julio Cobelli