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Resistências

Cecilia Rivero Borrell

Resistencias

Quisiera que el mar me avisara
Que viene tiempos de calma
Y que el horizonte aparezca
Cargado de nítidos sueños

Quisiera que el mar me llevara
Al fondo, lejos del ruido
En clave de notas azules
Y en tonos de verdes marinos

Me resisto a hablar de tempestades
Y de cuánto aprendí en medio de ellas
Y de olas de choque y mareas conocidas
Por vientos, por vientos intensos

Me resisto a hablar del cambio que viene
Tocando a mi puerta aunque sea realidad
Aunque traiga en su entraña mil retos
Aunque sea necesario
Y sea el momento

Yo sé que de nuevo hablarás
Tomando el timón de mis manos
Y al son de la sabía noche dirás
Se cocina un nuevo comienzo

Pero el corazón es mucho más lento
Necesita tiempo, necesita silencio
Para asimilar tanta vida
Y disponerse a nuevos
A nuevos encuentros

Duele la ausencia que sientes
Duele el cambio que viene
Aunque traiga en su entraña mil retos
Aunque sea necesario
Y sea el momento

Resistências

Queria que o mar me avisasse
Que vem tempos de calma
E que o horizonte aparecesse
Carregado de sonhos nítidos

Queria que o mar me levasse
Pro fundo, longe do barulho
Em notas de azuis profundos
E em tons de verdes do mar

Eu me recuso a falar de tempestades
E de quanto aprendi no meio delas
E de ondas de choque e marés conhecidas
Por ventos, por ventos intensos

Eu me recuso a falar da mudança que vem
Batendo à minha porta, mesmo que seja real
Mesmo que traga em sua essência mil desafios
Mesmo que seja necessário
E que seja o momento

Eu sei que de novo você vai falar
Pegando o leme das minhas mãos
E ao som da noite sábia você dirá
Está se cozinhando um novo começo

Mas o coração é muito mais lento
Precisa de tempo, precisa de silêncio
Para absorver tanta vida
E se preparar para novos
Para novos encontros

Dói a ausência que você sente
Dói a mudança que vem
Mesmo que traga em sua essência mil desafios
Mesmo que seja necessário
E que seja o momento