Carlitos (A Carlos Gardel)
No quiero irlas de vate, ni que la gente
me ponga banderillas de apologista...
Quiero batir un "justo" sencillamente
y este justo, compadre, salta a la vista...
Porque teniendo clase y sentimiento
y oyéndolo a Carlitos cantar diquero
no hay verso, no hay discurso, no hay batimento
para el elogio noble, franco y sincero...
¡Es zorzal, es canario y es armonía!...
¡Es milonga hecha carne y es poesía
la que surge en lo dulce de sus canciones!...
Y al oírlo otros bardos pegan el grito,
lo junan con envidia "de rabanito"
¡y se atan con alambre... los pantalones!...
Carlitos (A Carlos Gardel)
Não quero ser visto como um poeta, nem que o povo
me coloque rótulos de defensor...
Quero simplesmente fazer um "justo"
e esse justo, meu chapa, é bem claro...
Porque tendo classe e sentimento
e ouvindo o Carlitos cantar de verdade
não há verso, não há discurso, não há batida
que faça jus ao elogio nobre, franco e sincero...
É um sabiá, é um canário e é harmonia!...
É milonga feita carne e é poesia
que surge na doçura de suas canções!...
E ao ouvi-lo, outros poetas gritam,
com inveja o chamam de "rabanito"
e se amarram com arame... as calças!...