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A Borboleta

Celedonio Flores

La Mariposa

No es que esté arrepentido
De haberte querido tanto;
Lo que me apena es tu olvido
Y tu traición
Me sume en amargo llanto.
¡si vieras! estoy tan triste
Que canto por no llorar...
Si para tu bien te fuiste
Para tu bien
Yo te debo perdonar.

Después de libar traidora
En el rosal de mi amor
Te marchas, engañadora,
Para buscar
El encanto de otra flor...
Y buscando la más pura,
La más linda de color,
La ciegas con tu hermosura

Para después
Engañarla con tu amor.

Aquella tarde que te vi
Tu estampa me gustó,
Pebeta de arrabal,
Y sin saber por qué yo te seguí
Y el corazón te di
Y fue tan sólo por mi mal.
Mirá si fue sincero mi querer
Que nunca imaginé
La hiel de tu traición...

¡qué solo y triste me quedé,
Sin amor y sin fe
Y derrotado el corazón!

Ten cuidado, mariposa,
De los sentidos amores...
No te cieguen los fulgores
De alguna falsa pasión
Perque entonces pagarás
Toda tu maldad,
Toda tu traición.

A Borboleta

Não é que eu esteja arrependido
De ter te amado tanto;
O que me entristece é seu esquecimento
E sua traição
Me afunda em amargo pranto.
Se você visse! Estou tão triste
Que canto pra não chorar...
Se pra seu bem você foi embora
Pra seu bem
Eu devo te perdoar.

Depois de se embriagar, traidora
No roseiral do meu amor
Você vai, enganadora,
Pra buscar
O encanto de outra flor...
E buscando a mais pura,
A mais linda de cor,
Você a cega com sua beleza

Pra depois
Enganá-la com seu amor.

Aquela tarde que te vi
Teu jeito me encantou,
Menina do subúrbio,
E sem saber por que eu te segui
E o coração te dei
E foi só por meu mal.
Olha se foi sincero meu querer
Que nunca imaginei
O veneno da sua traição...

Quão só e triste eu fiquei,
Sem amor e sem fé
E derrotado o coração!

Cuidado, borboleta,
Com os amores enganosos...
Não deixe que os brilhos
De alguma paixão falsa
Te ceguem, pois então você pagará
Toda a sua maldade,
Toda a sua traição.

Composição: