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As Belas de Sonho com os Vidros Embaçados

Celeste

Ces Belles de Rêve aux Verres Embués

Tout en surplombant ce gouffre qui nous sépare
Nos bouches creusées, desséchées
Sur ces remparts tu ronges tes ongles inlassablement
Dégoûtée par nos voeux
Écoeurée par ces vieilles chansons
Comment avons nous atteint de tels sommets de mépris
Au point de tout renier et de tout détruire à tout prix
Tu fermes les yeux feignant des regrets
Sans voir que nous vivons
Comme dealer et prospect

Il n'y a pas de victoire au bout de cette ligne de conduite
Mais de la déraison
Et un manque évident de passion
Elles vous ont tué ces belles de rêve aux verres
Ils vous ont massacrés ces mâles de cauchemar
Elles vous ont tué ces belles aux verres embués
Ils vous ont massacrés ces mâles, ces viandards
Faites place au règle animal, aux moeurs de bâtards
Faites place au rêve animal, aux moeurs de pouffiasses

À une procession de chimères
Qui s'installent et s'attellent

Pour une opération à ciel ouvert
Où crèvent nos rêves
Où s'asphyxie l'envie
Où l'amertume tue toute vertu
Jusqu'au creux de nos nids

As Belas de Sonho com os Vidros Embaçados

Tudo em cima desse abismo que nos separa
Nossas bocas cavadas, ressecadas
Sobre essas muralhas, você roí suas unhas sem parar
Enojada com nossos desejos
Enjoada com essas velhas canções
Como chegamos a tais picos de desprezo
A ponto de renegar tudo e destruir tudo a qualquer custo
Você fecha os olhos, fingindo arrependimentos
Sem ver que vivemos
Como traficante e prospecto

Não há vitória no final dessa linha de conduta
Mas sim a falta de razão
E uma evidente falta de paixão
Elas te mataram, essas belas de sonho com os vidros
Eles te massacraram, esses machos de pesadelo
Elas te mataram, essas belas com os vidros embaçados
Eles te massacraram, esses machos, esses carniceiros
Dê lugar à regra animal, aos costumes de bastardos
Dê lugar ao sonho animal, aos costumes de vagabundas

A uma procissão de quimeras
Que se instalam e se atrelam

Para uma operação a céu aberto
Onde nossos sonhos morrem
Onde a vontade se asfixia
Onde a amargura mata toda virtude
Até o fundo dos nossos ninhos

Composição: