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POESIA URBANA

Célio Bomfim

Letra

    Será que mais uma vez, ainda vou ver que hoje a noite não tem luar e
    Que, apesar de não ter mais dezesseis anos, ainda é cedo para ver, pais e filhos
    Meninos e meninas, dançando o reggae, em angra dos reis
    Sentindo o vento no litoral, como há tempos, não o fazem, por medo de viverem um dia perfeito?

    Sim, um dia tranquilo, onde os índios não temam os soldados e
    Estes, não temam a canção do senhor da guerra, nem a dança, nem a tempestade
    Nem as flores do mal, nem o teatro dos vampiros e, apeguem-se ao sagrado coração
    Pois, no monte castelo existe a fonte que nos leva a uma outra estação
    Onde, o metal contra as nuvens, não nos faz mal algum e, quase sem querer
    Vivemos a plenitude do amor, como Eduardo e Mônica o fizeram e, tantos outros
    Como Maurício, Andrea Doria, Clarisse, Mariane, Leila, Nathália, Fátima
    E, até mesmo, Dado viciado e Daniel na cova dos leões, o quiseram fazer
    Vivendo assim, um love in the afternoon?

    Eu sei que, depois do começo, tudo parece estranho
    Mas, quando o Sol bater na janela do teu quarto, você sentirá mais do mesmo amor que sinto por você
    E, se fiquei esperando o meu amor passar, foi porque
    Não soube compreender o amor do espírito que perambula pelas sete cidades sem tempo perdido porque
    Embora não sejamos mais tão jovens, ainda queremos ouvir lá nuova gioventú
    Cantando e tocando canções como acrilic on canvas, gimme shelter, lá maison dieu
    Feedback song for a dying friend, love song, l'âge d'or, aloha, come share my life, soul parsifal
    L'avventura, baader-meinhof blues, riding song e, queremos também
    Saber mais sobre o descobrimento do Brasil, sobre o petróleo do futuro
    E, sobre o tal teorema que, nos divide, em opiniões quanto aos que estão perdidos no espaço
    E, queremos viver, a sensação de sermos uma geração coca-cola
    Vivendo em uma metrópole onde ainda exista alguém esperando por mim
    E, exista também, plantas embaixo do aquário que, pela química, nos confundem
    Por conta do cansaço e da solidão, como em um verdadeiro faroeste caboclo
    Dos tempos em que eu era um lobisomem juvenil
    Ah, eu sei que o mundo anda tão complicado e, por isso, só por hoje
    Eu quero sonhar com a montanha mágica e, nela, te ver sereníssima
    Rodeada por vinte e nove anjos
    Os anjos que nos fazem sentir a perfeição de viajarmos calmamente com os barcos
    Pelas águas mansas do mar da tranquilidade
    Por enquanto, isso tudo, são só sonhos meus, mas quando você voltar
    E, não mais ficar longe do meu lado, deixando-me em mil pedaços
    Faremos a travessia do eixão e, construiremos a fábrica destes meus sonhos
    E, ainda, escreveremos com giz, o livro dos dias, onde explicaremos a todos que país é este
    E, veremos que marcianos invadem a terra, em uma comédia romântica
    E, por fim, antes das seis, você e eu, juntos, vamos fazer um filme que se chamará central do Brasil

    Composição: Célio Bomfim Tomaz. Essa informação está errada? Nos avise.
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