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Dio Zâmbi

Celso Viáfora

Letra

    Sinherê, quem vem de lá! axé zâmbi, quem vai daqui!
    Benza eu por causa de que vou pra aruanda
    Sinherê, quem vem de lá! axé zâmbi, quem vai daqui!
    Sinherê, vou conhecer o ylu aiê. vou!

    Quando o negro depôs a foice no eito
    E foi se alforriar
    O café se foi secando ao relento
    Ninguém pra cuidar
    Quem chegou no lugar
    Pra lavourar
    Era da cor de sinhá
    E sonhava poder laborar, laborar
    Enriquecer e voltar

    Sono io per te
    E tu per me
    Siamo noi e dio
    Niente più

    Tinham força debaixo da pele clara
    E os olhos de mar
    Sol a pino, um pano posto na cara
    Pra não se queimar
    Vão pagar pelo pão
    Se endividar
    No armazém do patrão
    Laborar, laborar pra não ver um tostão
    Quantos não vão mais voltar...

    Sono io per te
    E tu per me
    Siamo noi e dio
    Niente più

    Sinherê, quem vem de lá! axé zâmbi, quem vai daqui!
    Benza eu por causa de que vou pra aruanda
    Sinherê, quem vem de lá! axé zâmbi, quem vai daqui!
    Sinherê, vou conhecer o ylu aiê. vou

    Composição: Celso Viáfora / Rafael Alterio. Essa informação está errada? Nos avise.

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