Lágrimas de Sal
Tu solo dime que vas a volver
Que yo te espero en el mismo atardecer
Por si se nos hace tarde
Por si el camino se tuerce
Me encadené a tu piel
Y a esa mirada que ponía mi mundo al revés
Quizá nunca supe quererte yo almenos lo intenté
Anestesiado no me despierta ni el puto café
Borracho me miro al espejo y pregunto quién es
Dime donde estarás tu
Sigo cargando mi cruz
Guiame donde esté esa luz, donde me mires como antes
Soy un náufrago aferrándome al filo de sus tacones
Mi gitana ven y cúrame los males
Quería bailar contigo en un campo de girasoles
Pero tu fuiste y me dejaste en un eterno lunes, ah
Esa carita deberia estar en el Louvre
Para presumir sus dos ojitos verdes
Dame paz que la ansiedad esta me cubre el pecho vestio de puñales
Solo abrázame, ah
Con dolor gritaré al cielo tu nombre
Dejaste huella en este corazón gigante
Ven y dime que me quieres o dispárame
Me está comiendo la culpa
Tensa la cuerda hasta que parta
Los cuervos vuelan sobre mi tumba, pero ya no me importa
Al cielo le lanzé mil preguntas
Y en ningúna de ellas tube respuesta, yo ya voy por la quinta
Me está matando saber que no estás, la serpiente entre mi cuello me asfixia, hoy voy a pintar de colores mi oscuridad interna
Por las veces que perdí la fe y busqué entre tus piernas
Bailo al son de la tormenta
La muerte pasea en mi garganta si pienso en ti, solo esperando a que amanezca, voy arrancarme el corazón para dejar de sentir
Mirando a la Luna ahogándome
Te veo en cada rincón de la ciudad
Lo que prometimo’ y nunca fue
Aun queda fe en este corazón de cristal
Mirando a la Luna ahogándome
En mis propias lágrimas de sal
Ven y cóseme la herida que en su día me dejaste
Me levanto temblando cuando sueño con su voz
A la luz de una candela ahogando penas en alcohol
Si me pierdo entre las sombras y no vuelvo a ver salir el Sol
Ven y arráncame del pecho aquella aguja del reloj
Y aún que ya no puedas mirarme como ayer
Yo te sigo esperando fumando en el parque
Sé que pase lo que pase, todo estará bien
Aún que me mate el recuerdo de saber que
La vida es bonita a tu lao
Un ramito de flores para el día de mi muerte
Quien habria apostao’
Sigues cerca de mi aún que ya no pueda verte
La vida es bonita a tu lao’
Un ramito de flores para el día de mi muerte
Lágrimas de Sal
Sólo me diz que você vai voltar
Que eu te espero no mesmo pôr do sol
Caso a gente se atrase
Caso o caminho se desvie
Me prendi à sua pele
E a esse olhar que virou meu mundo de cabeça pra baixo
Talvez eu nunca soube te amar, mas pelo menos tentei
Anestesiado, nem o maldito café me acorda
Bêbado, me olho no espelho e pergunto quem é
Diz onde você estará
Continuo carregando minha cruz
Me guia até essa luz, onde você me olhava como antes
Sou um náufrago me agarrando ao salto dos seus sapatos
Minha cigana, vem e cura minhas dores
Queria dançar com você em um campo de girassóis
Mas você foi e me deixou em uma segunda-feira eterna, ah
Esse rostinho deveria estar no Louvre
Pra exibir seus dois olhinhos verdes
Me dê paz que a ansiedade me cobre o peito vestido de punhais
Só me abrace, ah
Com dor, gritarei ao céu seu nome
Você deixou marca nesse coração gigante
Vem e diz que me ama ou atira em mim
A culpa está me consumindo
Tensiona a corda até que arrebente
Os corvos voam sobre minha tumba, mas já não me importa
Ao céu lancei mil perguntas
E em nenhuma delas tive resposta, já vou pela quinta
Está me matando saber que você não está, a serpente no meu pescoço me asfixia, hoje vou pintar de cores minha escuridão interna
Pelas vezes que perdi a fé e busquei entre suas pernas
Dançando ao som da tempestade
A morte passeia na minha garganta se penso em você, só esperando amanhecer, vou arrancar meu coração pra parar de sentir
Olhando pra Lua, me afogando
Te vejo em cada canto da cidade
O que prometemos e nunca foi
Ainda há fé nesse coração de cristal
Olhando pra Lua, me afogando
Nas minhas próprias lágrimas de sal
Vem e costura a ferida que um dia você me deixou
Me levanto tremendo quando sonho com sua voz
À luz de uma vela, afogando as mágoas no álcool
Se eu me perder entre as sombras e não voltar a ver o Sol
Vem e arranca do meu peito aquele ponteiro do relógio
E mesmo que você não possa me olhar como ontem
Eu ainda te espero fumando no parque
Sei que aconteça o que acontecer, tudo ficará bem
Mesmo que a lembrança de saber que
A vida é bonita ao seu lado
Um ramalhete de flores para o dia da minha morte
Quem teria apostado?
Você ainda está perto de mim, mesmo que eu não possa te ver
A vida é bonita ao seu lado
Um ramalhete de flores para o dia da minha morte