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Perjura

César Oliva

Perjura

Hasta la mansa y tímida paloma
Que arrulla al pie de mi triste sepultura
Y si mi adorada la ves que se asoma
En su arrullo medirán perjura

No mereces el perdón sino el castigo
Que te caiga sin piedad por ser culpable
Hasta Dios te dirá: Te maldigo

Dejaste a mi amor por otro amigo
A ese amigo lo reniego por cobarde

Con todo lo mío vivirás contenta
Porque puse belleza en los versos que te dije
Por eso es que te canto con el alma entristecida
No hallarás en mi amigo un triunfo para tu amor

Perjura

Até a mansa e tímida pomba
Que canta ao pé da minha triste sepultura
E se a minha amada você vê que se aproxima
Em seu canto medirão perjúria

Você não merece o perdão, só o castigo
Que te caia sem piedade por ser culpada
Até Deus te dirá: Te amaldiçoo

Deixou meu amor por outro amigo
Esse amigo eu renego por covarde

Com tudo que é meu você viverá contente
Porque coloquei beleza nos versos que te disse
Por isso é que te canto com a alma entristecida
Não encontrarás em meu amigo um triunfo para o seu amor

Composição: