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Letra

    Nem bem clareia e já me encontro chimarreando
    Ao pé do fogo que aquenta as madrugadas
    Daqui um pouquito o sol desponta no horizonte
    To desde ontonte com as idéias engarrafadas

    Pra o parapeito do galpão arrasto as garras
    Buçal na mão vou tiflando pra mangueira
    Meio sestrosa me cuidando a matungada
    Vem da invernada e fica flor de caborteira

    Mas que me importa pois me levantei aluado
    Cano virado das minhas botas garroneiras
    Toda segunda tem bagual de lombo inchado
    Adivinhando que passei de borracheira

    (Junto as argolas do chinchão no osso do peito
    Procuro um jeito busco a volta e me enforquilho

    Depois que monto e atiro o caixão pra trás
    Só Deus com um gancho pra me sacar do lombilho)

    Me dá vontade de prender o buçal na cara
    Deste picaço que esqueceu como se forma
    Mas eu garanto que embaixo dos meus arreios
    Conhece o freio e aprende a respeita as normas


    Pego lhe o grito baixo os ferros na paleta
    De boca aberta o queixo roxo vem de garra
    Lida baguala que em muitos mete medo
    Meu xucro oficio que por vicio fiz de farra


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