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LetraSignificado

    Eguada arisca, manhã cedo, geada grande
    Estância linda junto ao marco da fronteira
    Estampa rude de boinita retovada
    No trote largo da petiça piqueteira

    Negro amarante que abre o peito no potreiro
    Êra cavalo! olha a mangueira pilungama
    O tio nicácio saltou queimado pra o mate
    Lidou com as tranças e se amaziou com a própria cama

    (meto o buçal no potro baio do guri
    Que do patrão, seu gomercindo, é o piá mais novo
    Pois me entregaram pra domar bem a preceito
    Que é pra os rodeios do piquete lá do povo

    Ajeito as garras bem nas cruz do cabos-negros
    Xergão, carona e o velho basto paysandú
    Aperto a cincha e dou um tapita nos pelegos
    E uma cuspida no bocal de couro crú)

    De quatro-galhos quebro o tacho bem pachola
    Travo as esporas pra evitar arrependimento
    Alço a perna e sem receio levo o corpo
    Ouvindo os guizos da argola dos quatro tentos

    Oigale-tê, coisa bem linda esse meu mundo
    Ganhar uns cobres sobre o lombo de um bagual
    Dando tirão na sorte arisca, campo a fora
    E ouvindo o vento a dedilhar no macegal

    Composição: Anomar D. Vieira / Carlos Madruga. Essa informação está errada? Nos avise.

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