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Nos Bailes do Maragato

César Oliveira e Rogério Melo

Letra

    No grito do "frouxa" a ponta
    Que a culatra "tá" em tirão
    A changa faz corpo mole
    E o taura arrasta o garrão,
    O gaiteiro faz floreio
    A "de botão" se adelgaça
    E o índio por mais vaqueano
    Se extravia na fumaça.

    Quando um vanerão fronteiro
    Chega metendo os encontro
    O chinaredo escramuça
    E a farra vira um confronto
    Entre os macho se destaca
    A estampa de um fronteiriço
    Que até parece o "demônio"
    Quando sai "campeá" serviço.

    Vem na volta o bate casco
    Erguendo poeira na cancha
    E ali tenteando um namoro
    A bugrada se acarancha,
    Num entrevero de malos
    Nunca falta um desacato
    Porque um chimango não dança
    Nos bailes do "Maragato".

    Nos bailes do "Maragato"
    Se baila de "cola atada"
    Porque as "diabas" cor de cuia
    São do jeito que me agrada
    Tem morena, tem polaca,
    Tem china pra qualquer gosto,
    foi por causa de uma delas
    Que me despeonei do posto.

    Por isso entro e me arrasto
    Pois sei que a vida é lacaia
    E o bom da vida é o pecado
    com palmo de "mini-saia",
    A cerda pela cintura
    Nos beiço um batom "vermeio"
    Parece uma caborteira
    Que andou "vaqueando" de freio.

    Vez que outra da um bochincho
    Dos de "abri" toca no chão
    E um toco pedindo boca
    Sai reboleando um facão,
    É o fandango do Rio Grande
    Do velho pago é o retrato
    Mas um chimando não dança
    Nos baile do "Maragato".


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