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Ritual crioulo de um domingo de carreira

César Oliveira e Rogério Melo

Letra

    Buçal e cabresto de doze
    Uma maneia nas "mão"
    Xergão cardado no lombo
    Carona, basto e chincão.

    Ajusta bem a peiteira
    Nos "tento" o poncho emalado
    E afivelo o rabicho
    Com o sabugo escorado.

    Um pelego de merino
    Com o carnal bem sovado
    E o travessão estendido
    Sobre a badana de pardo.

    Par de rédea e cabeçada
    Da parelha do apero
    Onde espelha o sol de maio
    Na larga chapa do freio.

    Moldando a anca eu ato
    O laço no estilo pachola
    E um nó feito a capricho
    Com quatro galhos na cola.

    Aperto entre os pelegos
    Deixando as "ponta estendida"
    Do pala branco de seda
    De franja grossa e comprida.

    Tiro a chave e o criolim
    Pra folgar o "patuá"
    E coloco meia de canha
    Preparada com butiá.

    Então com as pilchas de gala
    Busco a volta e me enforquilho
    Deixo os campos da estância
    Na direção do "Coentrilho".

    Meu zaino roda o coscorro
    Me dá ganas de estradear
    Pra "vê" uma penca de potro
    Lá na cancha do "Leomar"

    Jogar a tava gaúcha
    Um truco à moda fronteira
    E "floreá uns beiço pintado"
    Num domingo de carreira.

    Composição: André Teixeira / André Oliveira. Essa informação está errada? Nos avise.

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