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Letra

    Quando chego num baile de rancho
    Que a cordeona começa a se abrir
    Vou mirando pra porta do quarto
    Lá d'onde as muchachas costumam sair
    Vou mirando pra porta do quarto
    Lá d'onde as muchachas costumam sair

    Vejo fitas em tranças compridas
    Perfumadas de manjericão
    Brilhantina e cheiro de extrato
    Que o velho mascate vendeu no rincão
    Brilhantina e cheiro de extrato
    Que o velho mascate vendeu no rincão

    E o gaiteiro destampa a cordeona
    Que se espicha, se encolhe e se dobra
    No carteio do baile de rancho
    A mais feia da sala é que sempre me sobra
    No carteio do baile de rancho
    A mais feia da sala é que sempre me sobra

    Tiro a poeira da sola da bota
    No compasso desse vanerão
    E, na voz de fumo e se vamo
    Parece que entramo pra dentro do chão
    E, na voz de fumo e se vamo
    Parece que entramo' pra dentro do chão

    Quando chego num baile de rancho
    Que a cordeona começa a se abrir
    Vou mirando pra porta do quarto
    Lá d'onde as muchachas costumam sair

    Tiro a poeira da sola da bota
    No compasso desse vanerão
    E, na voz de fumo e se vamo
    Parece que entramo pra dentro do chão
    E, na voz de fumo e se vamo
    Parece que entramo pra dentro do chão
    E, na voz de fumo e se vamo
    Parece que entramo' pra dentro do chão


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