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No Cocho do Sal

César Oliveira

Letra

    Tombou o salso sob o aço do machado
    E a timbaúva tombou no mesmo ritual
    O que foi sombra e pouso das aves em bando
    O fio da enxó transformou em cocho de sal

    Gamela grande, boca aberta na coxilha
    Rondando o campo até parece um sentinela
    Parei pensando e me dei conta de repente
    Que o boi no cocho é o próprio charque na gamela

    Carrego o sal na carretinha piqueteira
    E um cocho novo pra invernada dos terneiros
    A junta manda conhece sanga e atalho
    De cocho em cocho, eu fui me criando campeiro

    Peito estufado de confiança nos meus bois
    Largo a cabeça pra o saleiro da tapera
    Debaixo do arvoredo onde eu brincava
    Encontro sempre um rodeíto à minha espera

    É dando o sal que se conhece cada rês
    E algum alheio maraca da estância vizinha
    Cevo o meu mate e sento na frente do rancho
    Vendo o rodeio lamber sal de tardezinha

    Composição: CESAR OLIVEIRA / Osmar Proença. Essa informação está errada? Nos avise.

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