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Onde a Gaita Corcoveia

César Passarinho

Letra

    O negro juca me assuntou de um bate coxa
    Lá no rancho das morocha', na costa do cerro chato
    Eu tô folgado, ontonte, findei a esquila
    E sei que as chinas da vila se gruda' igual carrapato

    Soco as garra' no sogueiro e uma graxa na melena
    Passo um fio nas minhas chilenas pra rasgar algum par de meia
    Onde a gaita corcoveia, eu me apeio pacholento
    E faço até meu testamento onde a gaita corcoveia

    Onde a gaita corcoveia, até a morte é cosa' pouca
    As crinuda' gavionando, pedindo um freio na boca
    E sobra até pros refugo' se o gaiteiro é o boia-loca
    E sobra até pros refugo' se o gaiteiro é o boia-loca

    Tem café pra todo gosto
    Não existe china feia
    Beleza se vê apalpando
    E se o isqueiro relampeia
    E a gaita se debulhando
    Que nem esterco de oveia'

    Rancho barreado, santa-fé e chão batido
    Nesse retouço esculpido entre abrojo e unha-de-gato
    Depois que tramela a porta, não entra nem lua cheia
    E a gaita, então, corcoveia na costa do cerro chato
    Depois que tramela a porta, não entra nem lua cheia
    E a gaita, então, corcoveia na costa do cerro chato

    Onde a gaita corcoveia, até a morte é cosa' pouca
    As crinuda' gavionando, pedindo um freio na boca
    E sobra até pros refugo' se o gaiteiro é o boia-loca
    E sobra até pros refugo' se o gaiteiro é o boia-loca


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