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Vida de José

Cesar e Ulede

Letra

    José saiu pro mato
    Foi o mato roçar
    A vida plantar, sustento ganhar.

    Maria foi à fonte
    A roupa lavar
    Água carregar, a sede matar.

    Crianças no terreiro
    Alegres a brincar
    Sem comida provar, sem roupa ganhar.

    Mas José não encontrou o mato
    Tudo cercado
    Tudo tomado, tudo acabado.
    E Maria não achou mais fonte
    Olho d'água secou
    Desespero chegou, esperança findou.
    E o terreiro entristeceu
    As crianças num canto
    No olhar desencanto, na face o pranto.

    Já é hora do sol despedir-se do dia
    Escureceu e José é pura agonia
    E nem quer saber de Maria
    As crianças dormiram sobre o leito da fome
    E ainda sonham com um certo horizonte
    Que se debruça tão belo e tão longe.


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