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Oração do Guerreiro

Céu na Boca

Letra

    Solidão desespera,
    medo qual avestruz,
    limo que criou a pedra dura
    de tanto a água bater.

    Solidão dilacera,
    medo de se perder
    e que, ao final do túnel, não venha
    a tão sonhada luz.

    Vem, Senhor, me sustenta
    em meio à solidão,
    neste dia de angústia,
    segura a minha mão.


    Uma dor, uma lágrima ferida,
    dividida, escondida,
    corre o rosto e se perde por desleixo,
    corta o peito, dilacera.

    Ah, solidão...
    quando vem, vem só.
    Ferida não sara
    com o tempo, tempo...

    Na lembrança, uma luz ficou perdida,
    esquecida, comsumida.
    Na distância, uma música sofrida,
    repetida, sem guarida.

    Ah, solidão...
    quando vem, vem só.
    Ferida não sara
    com o tempo, tempo...

    Bem ao longe, uma cruz imerecida,
    tão sofrida, dor sentida,
    com alguém que morreu pra dar a vida
    pra que eu viva sem ferida,
    sem ferida.


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