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O de Branco (Antologia, Vol 2.)

Cevlade

El de Blanco (Antología, Vol 2.)

Siento unos deseos enfermizos de escribir
Pero, no sale nada que me complazca, nada que me satisfa-
Siento que me voy a volver loco y
Siento que el papel en blanco con su olor a nuevo ahí, frente a mí
Mirándome, se burla, se burla, me reta

Estás en blanco yo también, pero me desafías
Yo sufría y gracias a mí poseías poesía
Ahora muerdes la mano que te dio de rimar
Si quieres poesía te hecho al mar ¿Saber remar?

Escribir es cirugía pa' extirpar el tumor
Que la carne se abra y salga por el pecho (Sii, el dolor)
Pero tu no sabes de eso solo allí te recuestas
Esperando poesía del poetá que detestas

Aunque ambos 'tamos blanco no te conviene enfrentarme
Tengo negro el corazón desde que ella opto dejarme
En mí lo siento, porque en tu piel tatuare mi infierno
Luego vuelvo versos cuervos, ya tu cuerpo se hizo carne

No es que juegue a ser Dios, pero este mundo es mío
No quise escribirle a un cielo el infierno es más prendio'
Allí puedes hacer un trío, aquí Dios dio un libre albedrío
Pero venía con un truco to' lo bueno 'ta prohibio'

Aquí vas a sentir como el dolor en ti se impregna
Estas en Blanco, Eres el blanco de mis lagrimas negras
Yo escribo las reglas, tú me desafiaste
Mala idea campeón en mí encontraste el contraste

Si eres feliz todo el tiempo entonces duda
¿Eres solo un simple imbécil o necesitas ayuda?
De las tripas tropas de odio en tiempo se despliega
Por tus pliegos y plagas, y gas, y pagas.. Y tragas
Largas bocanadas hagas lo que hagas te ahogaras
Te mereces todo lo que era y un poco más
Puedo manchar tu blancura con colores o heridas brutales
Mis palabras son pinceles y puñales

Estoy en blanco ante el papel
(Y actúo desafiante)
En blanco ante el papel
(Y.. Imprepotente)
En blanco ante la audiencia
(Mi actitud cambia)
En blanco ante la audiencia
(Entro en pánico)

Estoy en blanco ante el papel
(Y actúo desafiante)
En blanco ante el papel
(Y.. Imprepotente)
En blanco ante la audiencia
(Mi actitud cambia)
En blanco ante la audiencia
(Entro en pánico)

Nervios otra vez quiero demoler el mundo en mis hombros
Y luego poner sus escombros a mis pies
Falta poco pa' que suba al escenario, la gente está esperando
Y yo temblando en blanco, el miedo es mi adversario

Ya vencí al papel y ahora debo exponerme
Revivir todo el dolor que en él dejé
Inmolarme ante mi audiencia hambrienta por el morbo
Se devoran mi miseria y se beben mi alma de un sorbo

¿Por qué vine? ¿Por qué quieren que rime?
Parece que saben qué es lo que me hiere
Qué es lo que me deprime
Soy tan inseguro que soy adicto a su aplauso
Pero no quiero rapear necesito un descanso

Me enfurece que la mitad de mis fans no, entiendán mi rap
Entonces la mitad de ese aplauso es falso
Son cientos de rostros que no me atrevo a mirar
Gritan tan fuerte mi nombre, siento que voy a estallar

Queda poco tiempo, me sudan mis manos, tiemblo
No... Puedo equivocarme todos están viendo
Debo ser un buen ejemplo pero ¿Cómo serlo? Cierto
Si al concierto vine a rapear lo que siento, lo siento

Dispuesto a morir al final de cada rima
Pero el publico lo intuye entonces por mí las termina
Mi alcoholismo hizo rasgar mi serie al fondo del abismo
Pido perdon a quien ofendí, ya me perdone a mi mismo

Estoy luchando por ser mejor
No cometer el mismo error
Nunca más vuelvas a decirme que los prefiero a ellos
Porque nuestra familia siempre es primero mi amor

O de Branco (Antologia, Vol 2.)

Sinto um desejo doentio de escrever
Mas, nada sai que me agrade, nada que me satisfaça-
Sinto que vou enlouquecer e
Sinto que o papel em branco com seu cheiro de novo ali, na minha frente
Me olhando, zomba, zomba, me desafia

Você está em branco e eu também, mas me desafia
Eu sofria e graças a mim você possuía poesia
Agora morde a mão que te deu a rima
Se quer poesia, te jogo no mar. Sabe remar?

Escrever é cirurgia para extirpar o tumor
Que a carne se abra e saia pelo peito (Sim, a dor)
Mas você não sabe disso, apenas se deita ali
Esperando poesia do poeta que detesta

Embora ambos estejamos em branco, não te convém me enfrentar
Tenho o coração negro desde que ela optou por me deixar
Em mim sinto isso, pois em sua pele tatuarei meu inferno
Depois volto com versos corvos, seu corpo já se fez carne

Não é que eu finja ser Deus, mas este mundo é meu
Não quis escrever para um céu, o inferno é mais intenso
Lá você pode fazer um trio, aqui Deus deu livre arbítrio
Mas veio com um truque, tudo de bom é proibido

Aqui você vai sentir como a dor se impregna em você
Está em branco, é o alvo das minhas lágrimas negras
Eu escrevo as regras, você me desafiou
Má ideia, campeão, em mim encontrou o contraste

Se você é feliz o tempo todo, então duvide
É apenas um idiota ou precisa de ajuda?
Das tripas, tropas de ódio se desdobram no tempo
Por seus pregos e pragas, e gás, e pagas.. E engoles
Grandes baforadas, faça o que fizer, se afogará
Merece tudo o que era e um pouco mais
Posso manchar sua brancura com cores ou feridas brutais
Minhas palavras são pincéis e punhais

Estou em branco diante do papel
(E ajo desafiante)
Em branco diante do papel
(E.. Impotente)
Em branco diante da plateia
(Minha atitude muda)
Em branco diante da plateia
(Entro em pânico)

Estou em branco diante do papel
(E ajo desafiante)
Em branco diante do papel
(E.. Impotente)
Em branco diante da plateia
(Minha atitude muda)
Em branco diante da plateia
(Entro em pânico)

Nervosismo novamente, quero derrubar o mundo dos meus ombros
E depois colocar seus escombros aos meus pés
Falta pouco para subir ao palco, as pessoas estão esperando
E eu tremendo em branco, o medo é meu adversário

Já venci o papel e agora devo me expor
Reviver toda a dor que nele deixei
Me imolar diante da minha plateia faminta por morbidez
Devoram minha miséria e bebem minha alma de um gole

Por que vim? Por que querem que eu rime?
Parece que sabem o que me fere
O que me deprime
Sou tão inseguro que sou viciado em seus aplausos
Mas não quero rimar, preciso de uma pausa

Me enfurece que metade dos meus fãs não entendam meu rap
Então metade desse aplauso é falso
São centenas de rostos que não me atrevo a olhar
Gritam tão alto meu nome, sinto que vou explodir

Pouco tempo restante, minhas mãos suam, tremo
Não... Posso errar, todos estão vendo
Devo ser um bom exemplo, mas como ser? Certo
Se vim ao show para rimar o que sinto, sinto muito

Disposto a morrer no final de cada rima
Mas o público intui, então por mim as termina
Meu alcoolismo rasgou minha série até o fundo do abismo
Peço perdão a quem ofendi, já me perdoei

Estou lutando para ser melhor
Não cometer o mesmo erro
Nunca mais diga que os prefiro a eles
Porque nossa família sempre vem primeiro, meu amor

Composição: Cevlade