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Sem Título

Cevlade

Sin Título

No me puedo quejar
Tengo todo lo que quiero
Quiero todo lo que tengo
Un beat para rapearlo entero

Yo ya no espero
Entender por qué en febrero
Le pusiste tantos ceros
A un amor que era sincero

No me quejo, muero
Me alejo, pero, te dejo
Un disco nuevo
Pa' que sueñes conmigo
Que soy tu abrigo
Qué beso bajo tu ombligo
Así despertar
Será tu peor castigo

Mientras escribo
Agonizo
Yo ya no hago poesía
Ahora la protagonizo
Yo ya no gozo de mi oficio
Así que desde este edificio
Me lanzaré y comprobaré
Si existe el paraíso

Yo vivo a prisa
Me hago trizas
De lunes a domingo
Son Miércoles de Ceniza

Y Lucifer no avisa
Que cada línea nueva que hago
Dibuja en el suelo mi silueta con tiza

El corazón en la mano
Empuñándolo con tanta
Rabia que salpica el dolor
En mi polera blanca

Y saltará la sangre
De cada una de mis sílabas
Sobre el micro dejaré
Trozos muertos de garganta

Al hacer el odio
Hay que arrancarse los pedazos
La carne es un estorbo
Si es verdadero el abrazo

Todos los días al cuello me pongo un lazo
Un nudo corredizo pa poder irme al trabajo

Sangro, lágrimas de fuego
Es que hay tanto rencor junto
Mi rap lleno de cicatrices
Ignora los puntos

En el primer verso nazco
Y juego un poco en el segundo
En el tercero me pregunto
Y en mi cuarto muero oculto

No quiero que me vean
Mientras me pudro
Con un sudor nauseabundo
Bajo estas mantas me cubro

Soy el ogro que algún día fue el niño bonito
Ahora soy el MC que solo rapea vómito

I can feel my breath is shallow
My heart is pumping out my chest
For you I'd die, my love
I'd shatter this heart into a million pieces
Watch my life slowly slip from my hands
Oh oh
I know that you you'd be worth it
More than anything else to me
So give me what I need
So I can release these feelings from deep down inside
Oh my love

De vuelta a mis quehaceres
Quieres callarme
Martirizarme al rimar
Eso no va a pasar
Devuélvete a tu hogar
Este no es tu lugar
Regresa pronto a casa tu mami te fue a buscar

Yo ya sé que usas
Mi música como excusa
Solo para mostrarme
Que la blusa no te cruza

Jamás serán mis musas
Tú y un simple par de tetas
Y si quiero una rusa
Mejor juego, una ruleta

Soy el viejo, viejo
Que nunca supo ser joven
Tuve la furia de Cobain
La amargura de Beethoven

No te ofendas si no te sale bien
Eres como la virgen
Aunque te ven no te creen

Bien, así lo hago
Esa es la muletilla que usan todos
Por eso en todos me cago
El desgano ganó
Este ogro drogo no lo logro
Se colgó rogó por su ahogo y
La muerte dijo que no

Pero no me quejo
La vida te va a matar
Ese fue el mejor consejo que me dejó mi viejo
Y así hice más simples mis complejos
Buscando con cabezazos
Dejarme el cerebro parejo

Pajeros y pendejos
Críticos
Como critican mi rapeo
Si aún ni cambian la voz
Cuando hayan vivido lo que yo
Les prestaré atención
Solo los veré en eventos
Donde no haya alcohol

Dejaré la puerta abierta
Pa' que se escapen la fe
Los sueños, los recuerdos y esas mierdas
No preguntes si es que es cierto que detesto los conciertos
Casi ni rapeo en vivo
Porque escribo estando muerto

I can feel my breath is shallow
My heart is pumping out my chest
For you I'd die, my love
I'd shatter this heart into a million pieces
Watch my life slowly slip from my hands
Oh oh
I know that you you'd be worth it
More than anything else to me
So give me what I need
So I can release these feelings from deep down inside
Oh my love

Sem Título

Não posso reclamar
Tenho tudo que quero
Quero tudo que tenho
Um beat pra eu rimar inteiro

Eu já não espero
Entender por que em fevereiro
Você colocou tantos zeros
Em um amor que era sincero

Não reclamo, morro
Me afasto, mas, te deixo
Um disco novo
Pra você sonhar comigo
Que sou seu abrigo
Que beijo embaixo do seu umbigo
Assim acordar
Será seu pior castigo

Enquanto escrevo
Agonizo
Eu já não faço poesia
Agora eu protagonizo
Eu já não desfruto do meu ofício
Então, desse edifício
Vou me jogar e comprovar
Se existe o paraíso

Eu vivo apressado
Me desfaço
De segunda a domingo
É Quarta de Cinzas

E Lúcifer não avisa
Que cada linha nova que faço
Desenha no chão minha silhueta com giz

O coração na mão
Empunhando com tanta
Raiva que espirra a dor
Na minha camiseta branca

E vai jorrar o sangue
De cada uma das minhas sílabas
Sobre o micro deixarei
Pedaços mortos de garganta

Ao fazer o ódio
É preciso arrancar os pedaços
A carne é um estorvo
Se o abraço é verdadeiro

Todo dia coloco um laço no pescoço
Um nó deslizante pra poder ir pro trabalho

Sangro, lágrimas de fogo
É que tem tanto rancor junto
Meu rap cheio de cicatrizes
Ignora os pontos

No primeiro verso nasço
E brinco um pouco no segundo
No terceiro me pergunto
E no meu quarto morro escondido

Não quero que me vejam
Enquanto me decomponho
Com um suor nauseante
Debaixo dessas cobertas me cubro

Sou o ogro que um dia foi o menino bonito
Agora sou o MC que só vomita rima

Sinto que minha respiração está fraca
Meu coração tá saindo do peito
Por você eu morreria, meu amor
Eu quebraria esse coração em um milhão de pedaços
Vejo minha vida escorregar lentamente das minhas mãos
Oh oh
Eu sei que você valeria a pena
Mais do que qualquer outra coisa pra mim
Então me dê o que eu preciso
Pra eu poder liberar esses sentimentos de dentro de mim
Oh meu amor

De volta às minhas obrigações
Você quer me calar
Martirizar-me ao rimar
Isso não vai acontecer
Volte pra sua casa
Esse não é seu lugar
Volte logo pra casa, sua mãe foi te buscar

Eu já sei que você usa
Minha música como desculpa
Só pra me mostrar
Que a blusa não te fecha

Jamais serão minhas musas
Você e um simples par de tetas
E se eu quiser uma russa
Melhor jogo, uma roleta

Sou o velho, velho
Que nunca soube ser jovem
Tive a fúria de Cobain
A amargura de Beethoven

Não se ofenda se não der certo
Você é como a virgem
Embora te vejam, não acreditam

Bem, assim eu faço
Essa é a muletinha que todo mundo usa
Por isso em todos eu me cago
A falta de ânimo venceu
Esse ogro drogado não consegue
Se pendurou, implorou por seu afogamento e
A morte disse que não

Mas não reclamo
A vida vai te matar
Esse foi o melhor conselho que meu velho me deixou
E assim fiz meus complexos mais simples
Buscando com cabeçadas
Deixar meu cérebro em ordem

Pajeros e pendejos
Críticos
Como criticam meu rap
Se ainda nem mudam a voz
Quando viverem o que eu vivi
Vou prestar atenção
Só os verei em eventos
Onde não tenha álcool

Deixarei a porta aberta
Pra que escapem a fé
Os sonhos, as lembranças e essas merdas
Não pergunte se é verdade que detesto os shows
Quase nem rimo ao vivo
Porque escrevo estando morto

Sinto que minha respiração está fraca
Meu coração tá saindo do peito
Por você eu morreria, meu amor
Eu quebraria esse coração em um milhão de pedaços
Vejo minha vida escorregar lentamente das minhas mãos
Oh oh
Eu sei que você valeria a pena
Mais do que qualquer outra coisa pra mim
Então me dê o que eu preciso
Pra eu poder liberar esses sentimentos de dentro de mim
Oh meu amor

Composição: Cevlade / Katile