Vanité vanité
Tout au fond de nos crânes
Vanité, vanité
On lit en filigrane
Vanité, vanité
Tant de vanité tout au fond de nos crânes
Et tant de contre-vérités, on sait que la terre est plane
Tant de gravité d'un peu partout qui émane
De soins au karité et toujours la peau d'iguane
Tant de quantité si peu de Randy Newman
De pupilles dilatées derrière les Ray-Ban
Tant de parité qui est-ce qui ricane?
Tant à vapoter loin du grand fumeur de Gitanes
Tout au fond de nos crânes
Vanité, vanité
On lit en filigrane
Vanité, vanité
Pour tout fil d'Ariane
Vanité, vanité
Sous la coiffe de Marianne
Vanité, vanité
Tant de vanité tout au fond de nos crânes
Tant et tant de conformité les pieds nus dans nos Stan
Tant d'immunité et si peu de cabane
Tant d'humanité au fond du regard d'un âne
Tant d'opacité, de non-dits, d'arcanes
De complexité de pompiers pyromanes
Tant d'indignité face caméraman
Tant d'humilité en permanence qui se pavane
Tout au fond de nos crânes
Vanité, vanité
On lit en filigrane
Vanité, vanité
Pour tout fil d'Ariane
Vanité, vanité
Sous la coiffe de Marianne
Vanité, vanité
Tant de vanité tout au fond de nos crânes
Tant d'obscénités sous les plis des soutanes
Tant d'extrémités et si peu de médiane
Tant d'espoir niché dans une flamme et un jerricane
Tant de vacuité sous le perma-tan
De réalité à la sauce partisane
De précarité, l'ascenseur est en panne
Tant de majorités que la minorité condamne
Tout au fond de nos crânes
Vanité, vanité
On lit en filigrane
Vanité, vanité
Pour tout fil d'Ariane
Vanité, vanité
Sous la coiffe de Marianne
Vanité, vanité
Vaidade, vaidade
Lá no fundo das nossas cabeças
Vaidade, vaidade
Se lê em filigrana
Vaidade, vaidade
Tanta vaidade lá no fundo das nossas cabeças
E tantas mentiras, a gente sabe que a terra é plana
Tanta gravidade que vem de todo lugar
De cuidados com karité e sempre a pele de iguana
Tanta quantidade, tão pouco de Randy Newman
De pupilas dilatadas atrás dos Ray-Ban
Tanta paridade, quem é que ri?
Tanto pra vaporizar longe do grande fumante de Gitanes
Lá no fundo das nossas cabeças
Vaidade, vaidade
Se lê em filigrana
Vaidade, vaidade
Pra todo fio de Ariadne
Vaidade, vaidade
Sob o manto de Marianne
Vaidade, vaidade
Tanta vaidade lá no fundo das nossas cabeças
Tanta e tanta conformidade, descalços nos nossos Stan
Tanta imunidade e tão pouco de cabana
Tanta humanidade no olhar de um burro
Tanta opacidade, de não-ditos, de arcanos
De complexidade de bombeiros pirômanos
Tanta indignidade na frente da câmera
Tanta humildade em permanente exibição
Lá no fundo das nossas cabeças
Vaidade, vaidade
Se lê em filigrana
Vaidade, vaidade
Pra todo fio de Ariadne
Vaidade, vaidade
Sob o manto de Marianne
Vaidade, vaidade
Tanta vaidade lá no fundo das nossas cabeças
Tantas obscenidades sob os pregas das sotanas
Tantas extremidades e tão pouco de mediana
Tanta esperança aninhada em uma chama e um jerrican
Tanta vacuidade sob o bronzeado permanente
De realidade à moda partidária
De precariedade, o elevador tá quebrado
Tantas maiorias que a minoria condena
Lá no fundo das nossas cabeças
Vaidade, vaidade
Se lê em filigrana
Vaidade, vaidade
Pra todo fio de Ariadne
Vaidade, vaidade
Sob o manto de Marianne
Vaidade, vaidade
Composição: Alain Chamfort, Dominique Burgaud