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Já

Charles Aznavour

Di Gia'

Di gia', due giorni e notti senza te
Di gia' quarda in che stato un uomo e',
Perche' una solitudine cosi', perche', per chi
Di gia', io fumo troppo e giro a vuoto,
Do i pugni contro il muro, mi ubriaco,
Se non ci sei, non ho piu', respiro.
Di gia', se penso a te, mi sento male,
Di gia', mi sono messo a ricordare,
Son come tanti flash di polaroid, di te, di noi,
E qui, e la, le cose piccole e banali,
Un fazzoletto con le tue iniziali,
Che hai lasciato la', che male fa, di gia'.
Di gia' mi parlo addosso, gia' mi danno
Di gia', io mi processo e mi condanno
E sotto questa croce che mi dai, cadro', cadrai,
Di gia', sei ancorata al mio destino
E tra un insonnia e l'altra, mi trascino
Perche' nemica la memoria e', del sogno
Di gia', come un bandito sognero'
E come un marinaio cerca il molo,
Cosi' nel letto freddo corre piano, la mano
Di gia', sto attento al minimo rumore,
E i movimenti che danno, le ore
Il peso dei rimpianti e' tutto mio, di gia'
Mi manchi tu, e il tuo corpo che era mio,
La voce mia, si perde in questo grido,
Perche' bruciare tutto noi, e me, di gia'!

Já

Já, dois dias e noites sem você
Já, olha em que estado um homem está,
Por que uma solidão assim, por que, para quem
Já, eu fumo demais e ando sem rumo,
Dou socos na parede, fico bêbado,
Se você não está aqui, não consigo mais respirar.
Já, se penso em você, me sinto mal,
Já, comecei a lembrar,
Sou como muitos flashes de polaroid, de você, de nós,
E aqui, e ali, as coisas pequenas e banais,
Um lenço com suas iniciais,
Que você deixou lá, que dor, já.
Já, eu falo comigo mesmo, já me julgam
Já, eu me processo e me condeno
E sob essa cruz que você me dá, eu cairei, você cairá,
Já, você está presa ao meu destino
E entre uma insônia e outra, eu me arrasto
Porque a memória é uma inimiga, do sonho
Já, como um bandido eu sonharei
E como um marinheiro procura o porto,
Assim, na cama fria, a mão corre devagar
Já, estou atento ao menor barulho,
E os movimentos que marcam as horas
O peso dos arrependimentos é todo meu, já
Eu sinto sua falta, e seu corpo que era meu,
Minha voz, se perde nesse grito,
Porque queimar tudo nós, e eu, já!

Composição: Charles Aznavour / Georges Garvarentz / Sergio Bardotti