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A Canção do Bairro

Charles Aznavour

La Chanson Du Faubourg

La chanson du faubourg
La rengaine à deux sous
D'avant le trente trois tours
Et des machines à sous
Un jour a disparu
La chanson du faubourg
Qu'on entonnait debout
Coeur léger ou coeur lourd

Dans la rue n'importe où
Je ne l'ai pas connue
Mais tu sais j'ai mes vieux
Un couple nostalgique
Retraités merveilleux
Qu'ont un phono antique
Dans leur pavillon de banlieue

Lorsque je vais chez eux
Sur ce phono ils mettent
Des disques poussiéreux
De vielles chansonnettes
A vous tirer les larmes aux yeux
D'anciennes mélodies
Ne parlant que d'amour
De Nino, de Nini
De jamais, de toujours
La chanson du faubourg

La chanson du faubourg
A perdu son crédit
Et le chemin des cours
Où elle gagnait sa vie
Du temps de sa splendeur
La chanson du faubourg
Qu'on pouvait fredonner
A vécu ses beaux jours
Et puis s'en est allée
D'autres temps, d'autres moeurs

Parfois elle reparaît
Lorsque garçons et filles
Dansent sur ses succès
Pour fêter la Bastille
Les soirs de quatorze juillet
Mais imbue de progrès
Elle prend le microphone
Qui remplace à jamais
Le bon vieux mégaphone
D'où sortaient en sons aigrelets
Toutes ces mélodies
Ne parlant que d'amour
De Ninon, de Nini
De jamais, de toujours
La chanson du faubourg

Toi qui n'as peur de rien
Mais que tout rend fébrile
Toi qui nie le destin
Et qui vit immobile
Le coeur vide et les yeux éteins
Ne cherche pas plus loin
Ce qui est à ta porte
Mets ta main dans ma main
Allez viens je t'emporte
Là où vivent encore ces refrains
Toutes ces mélodies
Te diront mon amour
Viens chanter pour la vie
Avec moi pour toujours
La chanson du faubourg

A Canção do Bairro

A canção do bairro
A musiquinha de dois reais
De antes do vinil
E das máquinas de jogo
Um dia desapareceu
A canção do bairro
Que a gente cantava em pé
Coração leve ou coração pesado

Na rua, em qualquer lugar
Eu não a conheci
Mas você sabe, eu tenho meus velhos
Um casal nostálgico
Aposentados maravilhosos
Que têm um toca-discos antigo
Na casa deles no subúrbio

Quando vou na casa deles
Nesse toca-discos eles colocam
Discos empoeirados
De velhas canções
Que fazem você chorar
De antigas melodias
Só falando de amor
De Nino, de Nini
De nunca, de sempre
A canção do bairro

A canção do bairro
Perdeu seu prestígio
E o caminho das ruas
Onde ela ganhava a vida
Na época de seu esplendor
A canção do bairro
Que a gente podia cantarolar
Teve seus dias de glória
E depois se foi
Outros tempos, outros costumes

Às vezes ela reaparece
Quando meninos e meninas
Dançam seus sucessos
Para comemorar a Bastilha
Nas noites de quatorze de julho
Mas cheia de progresso
Ela pega o microfone
Que substitui para sempre
O bom e velho megafone
De onde saíam sons agudos
Todas essas melodias
Só falando de amor
De Ninon, de Nini
De nunca, de sempre
A canção do bairro

Você que não tem medo de nada
Mas que tudo deixa nervoso
Você que nega o destino
E que vive imóvel
Com o coração vazio e os olhos apagados
Não procure mais longe
O que está à sua porta
Coloque sua mão na minha
Vamos, vem que eu te levo
Para onde ainda vivem esses refrões
Todas essas melodias
Dirão meu amor
Vem cantar pela vida
Comigo para sempre
A canção do bairro

Composição: Charles Aznavour