Qu'Avons Nous Fait De Nos Vingt Ans
On refaisait le monde quand
Avec fureur, avec passion
Sans trop se poser de questions
Heureux et insolent
Soutenus par des mots violents
Nous faisions souvent des folies
Ce qui me fait dire aujourd'hui
Mélancoliquement
Qu'avons nous fait de nos vingt ans
Fleurs sauvages de nos printemps
Dorment-ils sous la cendre chaude
De nos souvenirs en maraude
Aux soleil verts des joies d'antan
Enterrés sous le poids des ans
Qu'avons nous fait au fil du temps
De leurs vivant
De nos vingt ans
De nos vingt ans
Nous allions rêvant d'une vie
Différente pour toi et moi
Égaux en devoir et en droit
Folle et tendre utopie
D'horizon calme et ouragan
Les projets ne survivent pas
Et tout a volé en éclat
Irrémédiablement
Qu'avons nous fait de nos vingt ans
Fruits verts de nos premiers printemps
Ces mots très souvent dans ma tête
Comme un leitmotiv se répètent
Le vocabulaire d'enfant
L'adulte inconscient le trahit
Qu'avons nous fait comme défi
Au vent maudit
De nos vingt ans
De nos vingt ans
Que sont nos espoirs devenus
Sont-ils noyés à tout jamais
Dans un océan de regrets
Vécus, vaincus vendus
Moi lorsque je fais le bilan
De mes hier à jamais morts
Malgré tout, tout me semble encore
Plus beau, plus fort plus grand
Qu'avons nous fait de nos vingt ans
Surfant sur la vague du temps
Jour après jour avec l'ivresse
Inconsciente de la jeunesse
Notre amour était triomphant
L'ennui se traîne à son chevet
Dieu dites-moi qu'avons nous fait
Du vent mauvais
De nos vingt ans
De nos vingt ans
De nos vingt ans
O Que Fizemos Com Nossos Vinte Anos
A gente refazia o mundo quando
Com fúria, com paixão
Sem se perguntar demais
Felizes e insolentes
Sustentados por palavras violentas
Fazíamos muitas loucuras
Isso me faz dizer hoje
Melancolicamente
O que fizemos com nossos vinte anos
Flores selvagens de nossas primaveras
Elas dormem sob a cinza quente
De nossas memórias em busca
Sob os verdes sóis das alegrias de outrora
Enterradas sob o peso dos anos
O que fizemos ao longo do tempo
De seus vivos
De nossos vinte anos
De nossos vinte anos
A gente sonhava com uma vida
Diferente para você e eu
Iguais em dever e em direito
Uma utopia louca e tensa
De horizonte calmo e furacão
Os planos não sobrevivem
E tudo se despedaçou
Irrremediavelmente
O que fizemos com nossos vinte anos
Frutos verdes de nossas primeiras primaveras
Essas palavras muito frequentemente na minha cabeça
Como um leitmotiv se repetem
O vocabulário de criança
O adulto inconsciente o trai
O que fizemos como desafio
Ao vento maldito
De nossos vinte anos
De nossos vinte anos
O que se tornaram nossas esperanças
Estão afundadas para sempre
Em um oceano de arrependimentos
Vividos, vencidos, vendidos
Eu, quando faço o balanço
Dos meus ontens que morreram para sempre
Apesar de tudo, tudo ainda me parece
Mais bonito, mais forte, mais grandioso
O que fizemos com nossos vinte anos
Surfando na onda do tempo
Dia após dia com a embriaguez
Inconsciente da juventude
Nosso amor era triunfante
O tédio se arrasta ao seu lado
Deus, me diga, o que fizemos
Do vento mau
De nossos vinte anos
De nossos vinte anos
De nossos vinte anos
Composição: Charles Aznavour