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A Agulha

Charles Aznavour

L'Aiguille

Mon enfant, mon air pur
Mon sang, mon espérance
Mon ferment, mon futur
Ma chair, ma survivance
Tu ne perpétueras ni mon nom ni ma race
Tout ce que j'ai bâti, je l'ai rêvé en vain
Je quitterai ce monde sans laisser de trace
Tes yeux ne s'ouvriront sur aucun lendemain

L'aiguille dans ta veine éclatée
Ta peau déchirée
L'aiguille dans ton corps mutilé
Crucifié
L'aiguille de nos espoirs trahis
Te clouant dans la nuit
Sans vie

Mon arbre, mon petit
Qui peut dire à l'avance
Ou le bonheur finit
Quand le malheur commence
Le drame de la vie sans auteur ni dialogue
Qui s'écrit à huis clos se joue à notre insu
Les plaisirs innocents n'en sont que le prologue
Les paradis promis ont l'enfer pour issue

L'aiguille dans ta veine éclatée
Ta peau déchirée
L'aiguille dans ton corps mutilé
Crucifié
L'aiguille de nos espoirs trahis
Te clouant dans la nuit
Sans vie

En regardant fleurir
Tes printemps pleins de grâce
Je n'ai pas sous tes rires
Éventé tes angoisses
Peut-être pas non plus assez dit que je t'aime
Ni suffisamment pris le temps d'être avec toi
Que tu as dû souffrir en secret de problèmes
A présent c'est mon tour perdu dans mes pourquoi

L'aiguille dans ta veine éclatée
Ta peau déchirée
L'aiguille dans ton corps mutilé
Crucifié
L'aiguille de nos espoirs trahis
Te clouant dans la nuit
Sans vie
L'aiguille

A Agulha

Meu filho, meu ar puro
Meu sangue, minha esperança
Meu fermento, meu futuro
Minha carne, minha sobrevivência
Você não perpetuará nem meu nome nem minha raça
Tudo que eu construí, eu sonhei em vão
Deixarei este mundo sem deixar rastro
Teus olhos não se abrirão para nenhum amanhã

A agulha na sua veia estourada
Sua pele rasgada
A agulha no seu corpo mutilado
Crucificado
A agulha das nossas esperanças traídas
Te pregando na noite
Sem vida

Minha árvore, meu pequeno
Quem pode dizer de antemão
Onde a felicidade termina
Quando a desgraça começa
O drama da vida sem autor nem diálogo
Que se escreve a portas fechadas, se desenrola sem que saibamos
Os prazeres inocentes são apenas o prólogo
Os paraísos prometidos têm o inferno como saída

A agulha na sua veia estourada
Sua pele rasgada
A agulha no seu corpo mutilado
Crucificado
A agulha das nossas esperanças traídas
Te pregando na noite
Sem vida

Ao ver florescer
Seus primaveras cheias de graça
Não percebi sob suas risadas
Suas angústias
Talvez não tenha dito o suficiente que te amo
Nem tomado tempo suficiente para estar com você
Que você deve ter sofrido em segredo com problemas
Agora é minha vez, perdido em meus porquês

A agulha na sua veia estourada
Sua pele rasgada
A agulha no seu corpo mutilado
Crucificado
A agulha das nossas esperanças traídas
Te pregando na noite
Sem vida
A agulha

Composição: Charles Aznavour / Georges Garvarentz