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Peruca Telefônica

Charly García

Peluca Telefónica

(¿Ese es tu walk-man?)
(Que moderno que es)
(Todo muy superado muy liberal)

No le debo nada a entel
Me cuido la nariz (teléfono)
El silencio termina mañana
Me voy a despedir (chau)
El tiempo que yo soñé
Es la eternidad, es la dulce fe
De que sigas conmigo por siempre
Por siempre por aquí

Y cuando encuentro un amigo
Lo tengo que buscar
Y voy al supermercado
(Ado, ado, ado)
Buscando un capataz [?]
El sueño que yo soñé
Es la humanidad
Es la humanidad
El poeta tenía razón
La balsa hay que tomar mh, mh

(Estoy viviendo aquí mhm)
(En este mundo abandonado)
(Te alcanza la renta? No ¿a quién?)
Au sse aha uh

Cortenlá, déjenos vivir en paz
Sáquenla, sáquenla un poquito
Sáquenla un poquito

Cuando vuelvo a mi casa temprano
Me tengo que tomar (tomar, tomar, tomar, to)
Un litro de vino prestado (ado, ado)
Que no pienso pagar

El día que estoy aquí
Es amanecer, es poder creer
Y mirar tus ojos de nave
Viajando hacia mí

(Oie, oie, para, mira pero que cómo te traes esta vaina, que no lo puedo creer)
(Mira, oie broder ¿tienes perico?)
(Oie ahorita mismo pues tú sabes)
(Eso es lo que queremos y no otra cosa)
(Máximo nivel)
(Todo muy liberal paseando por Santa Fe)
(Escuchando buena música)
(Muy FM)
(¿Tiene pilas?)

Telefón, tiráte ya del trampolín
Papelón, sacáte la gomina
Pelá sin brillantina

Ya no tengo monedas de nylon
Perdí mi peluquín (ha, ha, ha)
Me sigo pavimentando
Y llegaré hasta el fin ¡ea!
Alegría
Quiero ver tu foto en los diarios
Riendote por qué

Peruca Telefônica

(É seu walkman?)
(Que moderno, hein?)
(Tá tudo muito superado, muito liberal)

Não devo nada pra entel
Cuido do meu nariz (telefone)
O silêncio acaba amanhã
Vou me despedir (tchau)
O tempo que eu sonhei
É a eternidade, é a doce fé
De que você fique comigo pra sempre
Pra sempre por aqui

E quando encontro um amigo
Eu tenho que procurar
E vou no supermercado
(Ado, ado, ado)
Buscando um capataz [?]
O sonho que eu sonhei
É a humanidade
É a humanidade
O poeta tinha razão
A balsa tem que ser pega mh, mh

(Estou vivendo aqui mhm)
(Neste mundo abandonado)
(A sua renda dá? Não, pra quem?)
Au sse aha uh

Corta essa, deixa a gente viver em paz
Tira isso, tira um pouquinho
Tira um pouquinho

Quando volto pra casa cedo
Eu tenho que tomar (tomar, tomar, tomar, to)
Um litro de vinho emprestado (ado, ado)
Que não pretendo pagar

O dia que estou aqui
É amanhecer, é poder acreditar
E olhar seus olhos de nave
Viajando até mim

(Oie, oie, para, olha como você tá trazendo essa parada, não consigo acreditar)
(Olha, oie brother, você tem periquito?)
(Oie, agora mesmo, você sabe)
(É isso que queremos e não outra coisa)
(Nível máximo)
(Tudo muito liberal passeando por Santa Fe)
(Ouvindo boa música)
(Muito FM)
(Tem pilhas?)

Telefón, se joga já do trampolim
Papelão, tira a gomina
Fica sem brilhantina

Já não tenho moedas de nylon
Perdi minha peruca (ha, ha, ha)
Continuo me pavimentando
E vou chegar até o fim ¡ea!
Alegria
Quero ver sua foto nos jornais
Rindo, por quê?

Composição: Charly Garcia