La Boda de La Vecindad
Se casó Tacho con Tencha la del ocho,
Del uno hasta el veintiocho pusieron un festón;
Engalanaron la vecindad entera,
Pachita la portera, cobró su comisión.
El patio mugre ya no era basurero
Quitaron tendederos y ropa de asolear;
La pulquería Las Glorias de Modesta
Cedió flamante orquesta pa´que fuera a tocar.
Tencha lució su vestido chillante
Que de charmés le mercó a don Abraham;
Mas con zapatos se m´iba pa´delante,
Pero iba re elegante del brazo de su apá.
Al pobre Tacho le quedó chico el traje
Y aunque hizo su coraje así fue a la función;
En un fotingo del dueño del garaje
Partió la comitiva a l´iglesia La Asunción.
En ca´Rufino fue la fotografía
Que por cuenta corría del padrino don Chon;
Luego el fotingo sufrió seria avería,
Volvieron en tranvía, los novios en camión.
Mole y pulmón nos dieron en ca´Cuca,
Hubo danzón con la del veintidós;
De ahí los novios partieron pa´Toluca:
Feliz viaje de bodas deseamos a los dos
O Casamento da Vizinhança
Tacho se casou com a Tencha, a do oito,
Do um até o vinte e oito, colocaram um festão;
Enfeitaram a vizinhança inteira,
Pachita, a porteira, cobrou sua comissão.
O pátio sujo já não era um lixão,
Tiraram os varais e a roupa pra secar;
A pulqueria Las Glorias da Modesta
Cedeu uma orquestra nova pra tocar.
Tencha desfilou com seu vestido chamativo
Que de charmês comprou do seu Abraham;
Mas com os sapatos, ela ia pra frente,
Mas estava bem elegante, de braço com seu pai.
Pro pobre Tacho, o terno ficou apertado
E mesmo fazendo cara feia, assim foi pra função;
Num carrinho do dono da garagem
Partiu a comitiva pra igreja da Assunção.
Na casa do Rufino foi a fotografia
Que foi paga pelo padrinho, o Chon;
Depois o carrinho teve um sério problema,
Voltaram de bonde, os noivos de caminhão.
Mole e pulmão nos deram na casa da Cuca,
Teve danzón com a do vinte e dois;
Daí os noivos partiram pra Toluca:
Feliz viagem de bodas desejamos aos dois.