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Guerra

Chelo Hop

Guerra

Aquellos que preguntan por qué escogí este camino
Si de verdad vi todo lo que dicen
Mis escritos, que si aprendo de ellos
O que si soy un cuerpo poseído
Quiero que sepan que, en realidad
Esto es, esto es
Guerra, guerra con lo que digo
Guerra con lo que me queda
Guerra con lo que pienso
Guerra con toda la esfera
Guerra conmigo misma
Guerra con lo que sea

Contra la marea, contra varios especímenes
Con lo que quise, pero que no pude ser
Con la manera en la que destrocé mi piel
Por lo que hice y por cómo me comporté
El día de ayer trató de escapar
De aquellos recuerdos efímeros
Siendo más difícil, si la vida pide
Escríbelos, es como cantarlos
Y así mismo revivirlos

Me encanta el masoquismo
Contra mi intuición, que sin querer no se equivoca
Con lo que pude decir y nunca salió de mi boca
Con mi baja autoestima, mi confianza rota
Aunque lleguen mensajes y menciones en historias
Contra lo que veo y aunque me llene de ira
Porque no puedo hacer nada, pues, ya nada cambiaría
Con lo que olvidé, pero al final me convenía
Si entre más memoria hacia, más me moría

Jugando a ser feliz, pero solo a ratos perdidos
Siempre quedarán marcados los momentos retorcidos
Cómo nos controlan por un algoritmo
Cómo poco a poco consumen la generación
Que vino bebiendo vino mientras que llega la catástrofe
Viendo el destino y entre pistas
Masacrándome con la cordura que amenaza con dejarme
Por el cuello tomarme y entre dudas asfixiarme

Guerra con lo que creo, pero que a veces me estorba
Guerra con el amor viviendo en Sodoma y Gomorra
Guerra con el papel con letras que me desborona
Guerra por no creer que soy una buena persona
Como cuando siento que no sirvo para esto
Que no sé qué no sé bien lo que digo
Solo escribo lindos textos
Que pasé mucho tiempo perdiendo el tiempo
Que solo soy mortal cuando inspiración no tengo

Guerra con los placeres, solo siento hambre y sed
Con los lugares que nunca más visite
Con las personas que con los días olvide
Con la depresión que juré ya no tener
Pero mentiras, es ella ahora quien me atrapa
Es la que me susurra, pide me mantenga aislada
La que me aconseja que mejor no diga
Que hasta la canción más bella también pude ser juzgada

Que mi guerra es la fachada de todos mis complejos
Que la gente no es feliz solo porque no sabe serlo
Que digan lo que digan, nadie sale ileso
De las miles de arpías en esta selva de cemento

No me hable, no se acerque
Vivo en guerra, no sé nada aquí
No es si vivo en guerra, no estoy de humor
Aléjese si no es problema
No quiero hablar con nadie
Cállense que vivo en guerra
No me hable, no se acerque
Vivo en guerra, no quiero hablar con nadie
Cállense que vivo en guerra
No me hable, no se acerque

Guerra

Aqueles que perguntam por que escolhi esse caminho
Se eu realmente vi tudo que dizem
Meus escritos, se aprendo com eles
Ou se sou um corpo possuído
Quero que saibam que, na verdade
Isso é, isso é
Guerra, guerra com o que digo
Guerra com o que me resta
Guerra com o que penso
Guerra com toda a esfera
Guerra comigo mesma
Guerra com o que for

Contra a maré, contra vários espécimes
Com o que quis, mas não consegui ser
Com a maneira como destruí minha pele
Pelo que fiz e pelo jeito que me comportei
Ontem tentei escapar
Daqueles recuerdos efêmeros
Sendo mais difícil, se a vida pede
Escreva-os, é como cantá-los
E assim mesmo revivê-los

Adoro o masoquismo
Contra minha intuição, que sem querer não erra
Com o que pude dizer e nunca saiu da minha boca
Com minha baixa autoestima, minha confiança quebrada
Embora cheguem mensagens e menções em histórias
Contra o que vejo e embora me encha de ira
Porque não posso fazer nada, pois, nada mudaria
Com o que esqueci, mas no final me convinha
Se quanto mais memória eu tinha, mais eu morria

Brincando de ser feliz, mas só de vez em quando
Sempre ficarão marcados os momentos retorcidos
Como nos controlam por um algoritmo
Como pouco a pouco consomem a geração
Que veio bebendo vinho enquanto chega a catástrofe
Vendo o destino e entre pistas
Massacrando-me com a sanidade que ameaça me deixar
Pelo pescoço me pegar e entre dúvidas me asfixiar

Guerra com o que acredito, mas que às vezes me atrapalha
Guerra com o amor vivendo em Sodoma e Gomorra
Guerra com o papel com letras que me desmorona
Guerra por não acreditar que sou uma boa pessoa
Como quando sinto que não sirvo pra isso
Que não sei o que digo, não sei bem o que falo
Só escrevo textos bonitos
Que passei muito tempo perdendo tempo
Que só sou mortal quando não tenho inspiração

Guerra com os prazeres, só sinto fome e sede
Com os lugares que nunca mais visitei
Com as pessoas que com os dias esqueci
Com a depressão que jurei já não ter
Mas mentiras, é ela agora quem me aprisiona
É a que me sussurra, pede que eu me mantenha isolada
A que me aconselha que é melhor não dizer
Que até a canção mais bela também pode ser julgada

Que minha guerra é a fachada de todos os meus complexos
Que as pessoas não são felizes só porque não sabem ser
Que digam o que disserem, ninguém sai ileso
Das milhares de arpias nesta selva de cimento

Não me fale, não se aproxime
Vivo em guerra, não sei nada aqui
Não é se vivo em guerra, não estou de bom humor
Afastem-se se não for problema
Não quero falar com ninguém
Cale-se que vivo em guerra
Não me fale, não se aproxime
Vivo em guerra, não quero falar com ninguém
Cale-se que vivo em guerra
Não me fale, não se aproxime

Composição: Chelo Hop