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Cinzas de Novembro

Chico Madureira

Letra

    Reguardo os sonhos do peito
    Deixo o coração bater
    Sem túmulto, docemente
    Amarro o leme da vida
    Navego sem querer saber
    E lembro o teu corpo ausente

    Cinza de céu de Novembro
    Enfeitem de névoa e luz
    A cama, como um navio
    No abandono do cais
    As promessas da manhã
    São horizonte vazio

    Rasga-se a voz da memória
    Que resta, contando a história
    De tudo o que já passou
    As tempestades levaram
    Qualquer troféu de vitórias
    Que a nossa vida deixou

    Se nunca mais te encontar
    E o tempo passar por nós
    Escrito em traços repetidos
    Prometo guardar nos braços
    O calor dos teus abraços
    Como o Sol dos meus sentidos

    Composição: Carlos Da Maia / Joaquim Ramalho. Essa informação está errada? Nos avise.

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