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Mais Deveres do que Direitos

Chimène Badi

Plus de Devoirs Que de Droits

Si j'ai reçu l'amour en cadeau dans mes mains
Si j'ai vue tout autour la paix sur mon chemin
L'avenir me donne plus de devoirs que de droits
Je m'endors calme et l'âme en paix
Mais tout de hors me semble encore agité
Et quand des mains se tendent
Au fond je me demande
Ce que la vie attend de moi

Dois-je en souffrir
Ce monde est le mien
Ou ne rien dire
Parce que je n'y pourrais rien
Et que veulent dire ces mots
"Ce qui ne nous tue pas un jour rend plus fort"?
Si j'ai reçu l'amour en cadeau dans mes mains
Si j'ai vue tout autour la paix sur mon chemin

L'avenir me donne plus de devoirs que de droits
Si eu cette chance de naître en plein soleil
Si j'ai vue la souffrance de loin c'est pas pareil
L'avenir me donne plus de devoirs que de droits
Trop de tout
Quand autres n'ont rien
En moi je l'avoue
Je n'y comprends plus rien
Et soudain que deviennent
Tous mes petits chagrins
Indécents face à leurs peines

Quand tout se ferme à l'horizon
Que tant de voix s'élèvent essaies de dire "non"
Reste-t-il de la place
Pour tous ces petits rien
Que j'oublierai demain?
Combien d'hommes pleurent?
Combien sont soumit?

Combien se demandent
S'ils seront encore en vie?
Combien d'hommes ont peur?
Se cachent dans la nuit?
Et rêvent en silence
Un jour d'être libres?
L'avenir me donne plus
De devoirs que de droits

Mais Deveres do que Direitos

Se eu recebi o amor de presente nas minhas mãos
Se eu vi ao redor a paz no meu caminho
O futuro me dá mais deveres do que direitos
Eu adormeço tranquilo e com a alma em paz
Mas tudo lá fora ainda parece agitado
E quando mãos se estendem
No fundo eu me pergunto
O que a vida espera de mim

Devo sofrer por isso
Esse mundo é meu
Ou não dizer nada
Porque não posso fazer nada
E o que esses palavras querem dizer
"O que não nos mata um dia nos torna mais forte"?
Se eu recebi o amor de presente nas minhas mãos
Se eu vi ao redor a paz no meu caminho

O futuro me dá mais deveres do que direitos
Se eu tive a sorte de nascer sob o sol
Se eu vi a dor de longe, não é a mesma coisa
O futuro me dá mais deveres do que direitos
Demais de tudo
Quando outros não têm nada
Em mim eu admito
Não entendo mais nada
E de repente, o que se torna
Todas as minhas pequenas tristezas
Indecentes diante das suas dores

Quando tudo se fecha no horizonte
Que tantas vozes se levantam tentando dizer "não"
Ainda há espaço
Para todos esses pequenos nada
Que eu esquecerei amanhã?
Quantos homens choram?
Quantos estão submetidos?

Quantos se perguntam
Se ainda estarão vivos?
Quantos homens têm medo?
Se escondem na noite?
E sonham em silêncio
Um dia serem livres?
O futuro me dá mais
Deveres do que direitos

Composição: