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Milonga para os orientais

China Zorrilla

Milonga Para Los Orientales

Milonga que este porteño
Dedica a los orientales
Dedica a los orientales
Agradeciendo memorias
De tardes y de ceibales
El sabor de lo oriental
Con estas palabras pinto
Es el sabor de lo que es
Igual y un poco distinto

Como los tientos de un lazo
Se entrevera nuestra historia
Se entrevera nuestra historia
Esa historia de a caballo
Que huele a sangre y a gloria
Milonga de aquel gauchaje
Que arremetió con denuedo
En la pampa que es pareja
O en las cuchillas de haedo

Milonga del olvidado
Que muere y que no se queja
Que muere y que no se queja
Milonga de la garganta
Tajeada de oreja a oreja
Milonga del domador
De potros de casco duro
Y de la plata que alegra
El apero del oscuro

Milonga para que el tiempo
Vaya borrando fronteras
Vaya borrando fronteras
Por algo tienen los mismos
Colores, las dos banderas
Milonga que este porteño
Dedica a los orientales
Agradeciendo memorias
De tardes y de ceibales

Milonga para os orientais

Milonga que este porteiro
Dedica os orientais
Dedica os orientais
Agradecendo memórias
À tarde e ceibales
O sabor do oriental
Com estas palavras pinto
É o gosto do que é
O mesmo e um pouco diferente

Como os tientos de uma gravata
Nossa história será entrelaçada
Nossa história será entrelaçada
Essa história de cavalo
Cheira de sangue e glória
Milonga daquele gauchaje
Quem atacou com coragem
Na pampa que é casal
Ou nas lâminas de haedo

Milonga dos esquecidos
Quem morre e não reclama
Quem morre e não reclama
Garganta Milonga
Tajeada de orelha a orelha
A milonga de Tamer
De patos duros
E da prata que se alegra
O apero do escuro

Milonga por esse tempo
Vá bordas desfocadas
Vá bordas desfocadas
Eles têm o mesmo
Cores, as duas bandeiras
Milonga que este porteiro
Dedica os orientais
Agradecendo memórias
À tarde e ceibales

Composição: Jorge Luis Borges