Bûnök Révén
Mûvelt szavak a világ végén
Kócból és gyapotból fonva
Megérintett bûnök révén
Ajkam s kezem feloldva
Oly izgatóan oly mocskosan
Morszolja fel tehetségem
Lázas krémes elhagyatottságban
Születik világnézetlenségem
Tudós épületek üres falaira
Beleimtõl fakadó sárral festi
Élet ára a beszennyezõdés
Taníts világ bitorlást szeretni.
Senki nem bírja mély sebek nélkül
Szerelmes szavak, játsszatok velem
Lemondó ajkam bíbora vénül
Ne vess meg, ha megtelik lelkem
Tompuló agyam a bûn tenyészhelye
S már gonosztevõ, aljas gyûlölködõ
Hitéé vált, pogány ön-szerelmem
S ha gyûlöleteim már eléggé nagyok
Erõm lesz hozzá s mindent itthagyok
Pela Via dos Pecados
Palavras em movimento no fim do mundo
Trançadas de palha e algodão
Tocadas pelos pecados
Meus lábios e mãos se desfazendo
Tão excitante, tão sujo
Destrói meu talento
Em uma solidão cremosa e frenética
Nasce minha falta de visão de mundo
Nas paredes vazias de prédios de cientistas
Pinta com lama que brota de mim
O preço da vida é a contaminação
Ensina, mundo, a amar a usurpação.
Ninguém aguenta sem feridas profundas
Palavras de amor, brinquem comigo
O rubor resignado dos meus lábios envelhece
Não me despreze, se minha alma se encher
Meu cérebro em declínio é o berço do pecado
E já sou um vilão, um odioso
Tornei-me crente, meu amor pagão
E se meus ódios já são grandes o suficiente
Terei força para deixar tudo para trás