395px

O Último dos Bevilacqua

Christophe

Le dernier des Bevilacqua

Je suis né là-bas, je suis né là-bas
Là-bas sous le ciel, sous le ciel de Roma
J'ai grandi en bas, j'ai grandi en bas
En bas dans la rue, je chantais déjà
Mais dans les faubourgs de Rome
A quinze ans, il faut être un homme

Il n'y avait plus de place chez moi
Pour le dernier des Bevilacqua
Il n'y avait plus de place pour moi
Pour le dernier des Bevilacqua

J'ai pris ma Vespa, j'ai pris ma Vespa
Je suis allé droit, tout droit devant moi
On ne mangeait pas, on ne mangeait pas
Tous les jours du mois, ma guitare et moi
Alors, pour dîner parfois
Je pariais sur n'importe quoi

{x2:}
Tout se jouait sur une paire de rois
Pour le dernier des Bevilacqua

Dans mon complet droit, dans mon complet droit
Je marchais comme ceux, ceux de la mafia
J'avais une belle voix, j'avais une belle voix
Lors de mon premier, mon premier contrat
Mais les soirées de gala
Sont un peu tragiques quelquefois

Revendant mes chaussures, ma villa
Pour quelques revers au Baccara
La vie passait beaucoup mieux comme ça
Pour le dernier des Bevilacqua

J'ai bientôt trente ans, j'ai bientôt trente ans
Je fais maintenant la musique que j'aime
J'ai bientôt trente ans, j'ai bientôt trente ans
Et je resterai, resterai le même
Long est le chemin qui mène
Jusqu'à l'ironie suprême

{x2:}
Conduisant ma voiture qui sera
Coupé façon Pininfarina
Je reviendrai peut-être chez moi
Chez les derniers des Bevilacqua

Dans le quartier on chuchotera
"C'est le dernier des Bevilacqua"

{x2:}
Toute l'Italie ne se souvient pas
Des enfants du faubourg d'autrefois
Il ne restera bientôt que moi
Que le dernier des Bevilacqua

O Último dos Bevilacqua

Eu nasci lá, eu nasci lá
Lá sob o céu, sob o céu de Roma
Eu cresci lá embaixo, eu cresci lá embaixo
Lá embaixo na rua, eu já cantava
Mas nos subúrbios de Roma
Aos quinze anos, é preciso ser homem

Não havia mais espaço em casa
Para o último dos Bevilacqua
Não havia mais espaço pra mim
Para o último dos Bevilacqua

Peguei minha Vespa, peguei minha Vespa
Fui em frente, direto à minha frente
A gente não comia, a gente não comia
Todo dia do mês, minha guitarra e eu
Então, pra jantar às vezes
Eu apostava em qualquer coisa

{x2:}
Tudo se decidia em uma dupla de reis
Para o último dos Bevilacqua

No meu terno alinhado, no meu terno alinhado
Eu andava como aqueles, aqueles da máfia
Eu tinha uma bela voz, eu tinha uma bela voz
No meu primeiro, meu primeiro contrato
Mas as noites de gala
São um pouco trágicas às vezes

Vendendo meus sapatos, minha villa
Por algumas perdas no Baccará
A vida passava muito melhor assim
Para o último dos Bevilacqua

Estou quase com trinta anos, estou quase com trinta anos
Agora faço a música que eu amo
Estou quase com trinta anos, estou quase com trinta anos
E eu vou continuar, continuar o mesmo
Longo é o caminho que leva
Até a ironia suprema

{x2:}
Dirigindo meu carro que será
Coupé estilo Pininfarina
Talvez eu volte pra casa
Entre os últimos dos Bevilacqua

No bairro vão sussurrar
"É o último dos Bevilacqua"

{x2:}
Toda a Itália não se lembra
Das crianças do subúrbio de antigamente
Logo só restarei eu
Só o último dos Bevilacqua

Composição: Christophe / Jean Michel Jarre