Espelho Da Brasa
Cidinha de Almeida
Entre o calor da lareira e da fuligem
Nasceu a flor que o destino não viu
Mas no espelho da brasa um brilho surge
E a gata borralheira se descobriu
Voa em seus sonhos, além que a vista alcança
Entre o calor da lareira e da fuligem
Nasceu a flor que o destino não viu
Mas no espelho da brasa um brilho surge
E a gata borralheira se descobriu
Ah gata borralheira
Na casa grande entre a sombra e o pó
Varria o dia sentindo-se só
Gata borralheira na dança da Lua
A magia te espera, a sorte é sua
Brilhe, menina, não tenha receio
Entre o calor da lareira e da fuligem
Nasceu a flor que o destino não viu
Mas no espelho da brasa, um brilho surge
E a gata borralheira se descobriu
Na casa grande, entre a sombra e o pó
Varria o dia sentindo-se só
Com o rosto sujo de fuligem e dor
Sonhando acordada com um pouco de amor
Gata borralheira na dança da Lua
A magia te espera, a sorte é sua
Entre o calor da lareira e da fuligem
Nasceu a flor que o destino não viu
Mas no espelho da brasa, um brilho surge
E a gata borralheira se descobriu



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