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Santos

Cielo Razzo

Santos

Bajo santos de mi oración
y me arrodillo frente a tu cara
y en esa tierra arde a mi oración,
estás atado a una columna de sed
acribillado sin motivo y ninguna fe,
y esa extraña verdad y esa turbia versión
que hoy desaparece, que hoy desaparece.

Nace del barro esta mi flor
y cuando toca el aire se quema
y va cayendo seca y rueda a tus pies
esta conciencia es tan ilogica sé
que ahí me ahogo me encuentro
y vuelvo a nacer,
un retrato de vos, un paisaje una flor,
son días de fiebre.

Mientras miras cristales estallándome
hundido tan lejano y mas fugaz
vuelvo a tu raíz

Santos

Sob os santos da minha oração
me ajoelho diante do seu rosto
e nessa terra arde a minha oração,
você está preso a uma coluna de sede
fuzilado sem motivo e sem fé,
e essa estranha verdade e essa versão turva
que hoje desaparece, que hoje desaparece.

Nasce do barro esta minha flor
e quando toca o ar, se queima
e vai caindo seca e rolando aos seus pés
essa consciência é tão ilógica, eu sei
que ali me afogo, me encontro
e volto a renascer,
um retrato de você, uma paisagem, uma flor,
são dias de febre.

Enquanto você olha cristais estourando em mim
afundado tão longe e mais fugaz
volto à sua raiz.

Composição: Cielo Razzo