
Vozes da Razão
Ócios do Ofício
Corro contra o tempo pra tentar impedir
Que ele mesmo se volte contra mim
Escrevo em relatos, transcendendo o espaço
Bem no meio dessa dimensão sem fim pra nós
Passou e nem senti passar
Ao olhar para trás, não há como sair
Pois nesse labirinto não achamos respostas
Pra tudo que um dia estará por vir
Existe algo aqui dentro de nós
Mas eu não sei se é o certo a se fazer
Forças que ainda prendem a nossa voz
Não há como saber
Sem dó, nem piedade elas procuram dentro de mim
Minhas dores, meus medos, mas nada sobre ti
Mesmo que me falem, cansei
Mesmo que me julguem, dancei
Não vai ser tão fácil, nem tão difícil assim
E todas essas vozes que me dizem aonde ir
Me dizem tudo, mas nada sobre mim
Se fico
Ou se vou
Ou me deixo levar
Por todos aqueles que querem meu fim
Mas nada sobre mim
Existe algo aqui dentro de nós
Mas eu não sei se é o certo a se fazer
Forças que ainda prendem a nossa voz
Não há como saber
Não há como saber
Não há como saber
Passou e nem senti passar
Ao olhar para trás, não há como sair



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