Bandidos (part. Eme MalaFe)
Carnal José Luis, muchas gracias por todo
Porque nosotros nacimos pa' contar las historias que están allá afuera
Pa' contar las historias que están en la calle
Pa' siempre ver la voz de este lado, la voz del barrio
Porque soy un bandido
Por las balas que cargo para defenderme de los enemigos
Por la madre que llora por su hijo preso, por los que se han ido
Señor, yo no he pedido
Pero nacimos bandidos, nacimos bandidos
Metido en el barrio, soñando con sacar a mi familia del barrio
Aunque lo único que yo tenga sea mi barrio
Quiero que los míos ya no mueran en el barrio
Dijo el C-Kan, nosotros somos de barrio
Y orgullosamente aquí crecimos
Los que ya se murieron y los que nunca nos fuimos
También los que salieron y que se olvidaron de eso
Ojalá y la vida no los mande de regreso
Ojalá regresen todos los que siguen presos
También los que cruzaron la frontera por más pesos
Si no sabe de eso, entonces no puedes juzgarlo
Si una vez nacido, ya no puedes dejar lo bandido
Por mis canciones de protesta
Porque si me ofenden, la violencia es mi respuesta
La policía apesta, me mata si me descuido
Solo por mi apariencia dicen que soy un bandido
Porque soy un bandido
Por las balas que cargo para defenderme de los enemigos
Por la madre que llora por su hijo preso, por los que se han ido
Señor, yo no he pedido
Pero nacimos bandidos, nacimos bandidos (díselo)
Porque ya nací bandido, orgulloso de mis raíces
Si vuelvo a nacer otra vez, ahí mismo que me bauticen
Por más que ande en otro lado y aunque pise otros países
Que me lleven a mi barrio, pues ahí es dónde me hice
Al lado de maleantes, comerciantes ambulantes
Chamaquitos que decían: Quiero ser boxeador de grande
En Opacón fue lo mismo, ahí varios me hablan de la cárcel
Usted que sí cumple el sueño, venga, que no se embalde
Me marcan los patrones: ¿Cómo está? ¿Qué le hace falta?
Mande un saludo a mi morro, díganle que le eche ganas
Acuérdese, chamaco, que este lado lo respalda
Y enséñeles, cabrón, que un bandido también canta
Seguiré alzando la voz por mi barrio que me dio todo
Mi gente, les debo todo, mi calle, les debo todo
Seguiré echándole huevos pa'l día que se acabe todo
Digan con orgullo, Martincito, lo que son
Porque soy un bandido
Por las balas que cargo para defenderme de los enemigos
Por la madre que llora por su hijo preso, por los que se han ido
Señor, yo no he pedido
Pero nacimos bandidos (nacimos bandidos)
Nacimos bandidos (nacimos bandidos)
Bandidos (part. Eme MalaFe)
Carnal José Luis, muito obrigado por tudo
Porque nós nascemos pra contar as histórias que estão lá fora
Pra contar as histórias que estão na rua
Pra sempre ver a voz desse lado, a voz da quebrada
Porque eu sou um bandido
Pelas balas que carrego pra me defender dos inimigos
Pela mãe que chora pelo filho preso, pelos que se foram
Senhor, eu não pedi
Mas nascemos bandidos, nascemos bandidos
Metido na quebrada, sonhando em tirar minha família da rua
Mesmo que o único que eu tenha seja minha quebrada
Quero que os meus não morram mais na quebrada
Disse o C-Kan, nós somos da quebrada
E orgulhosamente aqui crescemos
Os que já se foram e os que nunca saímos
Também os que saíram e se esqueceram disso
Tomara que a vida não os mande de volta
Tomara que voltem todos os que ainda estão presos
Também os que cruzaram a fronteira por mais grana
Se não sabe disso, então não pode julgar
Se uma vez nascido, já não pode deixar o bandido
Pelas minhas canções de protesto
Porque se me ofendem, a violência é minha resposta
A polícia é uma merda, me mata se eu vacilar
Só pela minha aparência dizem que sou um bandido
Porque eu sou um bandido
Pelas balas que carrego pra me defender dos inimigos
Pela mãe que chora pelo filho preso, pelos que se foram
Senhor, eu não pedi
Mas nascemos bandidos, nascemos bandidos (diz isso)
Porque já nasci bandido, orgulhoso das minhas raízes
Se eu voltar a nascer de novo, que me batizem ali mesmo
Por mais que ande em outro lugar e mesmo que pise em outros países
Que me levem pra minha quebrada, pois é lá que eu me fiz
Ao lado de malandros, comerciantes ambulantes
Moleques que diziam: Quero ser boxeador quando crescer
Em Opacón foi a mesma coisa, lá vários falam da cadeia
Você que sim realiza o sonho, venha, que não é em vão
Me marcam os patrões: Como tá? O que falta?
Mande um salve pro meu moleque, diga pra ele se esforçar
Lembre-se, moleque, que esse lado te apoia
E ensine, caralho, que um bandido também canta
Continuarei levantando a voz pela minha quebrada que me deu tudo
Meu povo, eu devo tudo a vocês, minha rua, eu devo tudo
Continuarei dando a cara pra bater até o dia que tudo acabe
Diga com orgulho, Martincito, o que somos
Porque eu sou um bandido
Pelas balas que carrego pra me defender dos inimigos
Pela mãe que chora pelo filho preso, pelos que se foram
Senhor, eu não pedi
Mas nascemos bandidos (nascemos bandidos)
Nascemos bandidos (nascemos bandidos)