Em Fas Por
Quan em parles a prop
Faig un pas enrere
No es que et vulgui més lluny però és
Que em fan por els teus ulls
I em segueixes mirant
Com si fos tan fàcil
I no sé en què pensar
Si hi ha vida al voltant
Només veig unes mans que m′amenacen
I una veu que és capaç de pronunciar
Les rialles d'un mot que fa el seu niu
A la boca que es torna de fusta
Només veig un error de pell serena
I una equivocació a les esquenes
Però un udol que m′invita a arriscar-me
Que la vida és més curta que llarga
I intento trobar
Quina és la manera
D'arribar al febrer
Esquivant el mal temps
Però l'hivern als teus ulls
Sembla primavera
I sé que véns a buscar
algún secret per guardar
Quan la lluna il·lumina l′esperança
D′una nit on el temps és una farsa
On les hores són curtes com espines
I se't claven profundes, petites
I la nit compulsiva m′encomana
Un desig fosc d'accelerar la trama
S′encadenen les frases amb paraules
Que el silenci ha pintat per nosaltres
Este galapaguito
No tiene mare
No tiene mare, sí
No tiene mare, no
Lo parió una gitana
I lo echó a la calle
Lo echó a la calle, sí
Lo echó a la calle, no
Em fas por, et miro i em fas por
I em fa por que em miris si tens por
Em Faz Por
Quando você fala perto
Eu dou um passo pra trás
Não é que eu queira você mais longe, mas é
Que seus olhos me dão medo
E você continua me olhando
Como se fosse tão fácil
E eu não sei no que pensar
Se há vida ao redor
Só vejo umas mãos que me ameaçam
E uma voz que consegue pronunciar
As risadas de uma palavra que faz seu ninho
Na boca que se torna de madeira
Só vejo um erro de pele serena
E uma confusão nas costas
Mas um uivo que me convida a arriscar
Que a vida é mais curta que longa
E eu tento encontrar
Qual é a maneira
De chegar a fevereiro
Desviando do mau tempo
Mas o inverno nos seus olhos
Parece primavera
E eu sei que você vem buscar
Algum segredo pra guardar
Quando a lua ilumina a esperança
De uma noite onde o tempo é uma farsa
Onde as horas são curtas como espinhos
E se cravam fundo, pequenas
E a noite compulsiva me contagia
Um desejo sombrio de acelerar a trama
As frases se encadeiam com palavras
Que o silêncio pintou pra nós
Esse galapaguito
Não tem mãe
Não tem mãe, sim
Não tem mãe, não
Foi parido por uma cigana
E jogado na rua
Jogado na rua, sim
Jogado na rua, não
Você me dá medo, te olho e me dá medo
E me dá medo que você me olhe se tem medo