Passion Blanche
Et tu parles et tu parles de cette passion blanche
Qui crache sur ta vie, qui pourrit tes dimanches
Cette araignée de mort et qui te mord le bras
Qui t'envoûte et t'endort et qui se rit de toi
Lorsque tu la repousses
Tu me dis que tes jours sont obscures , très obscures
Et qu'elle fait de tes nuits de terribles nuits blanches
Tu ne comprends plus rien, ni le mal ni le bien
Et dire qu'autrefois est-ce que tu t'en souviens?
Tu aimais les dimanches
REFRAIN:
Moi je te tends les mains
Accroche-toi
Ne sombre pas
Décroche-moi les bras
Lorsqu'elle te fait dormir
Dormir plutôt que vivre
Et qu'elle mène en bateau ton triste bateau ivre
Moi je veux t'arracher à cette passion blême
Qui fait que je te hais tout autant que je t'aime
Et je te montrerai les torrents les tempêtes
Les soirées amicales, le vrai sens de la fête
Moi je veux t'arracher à cette passion blême
Qui fait que je te hais tout autant que je t'aime.
Et tu parles et tu parles de cette passion blanche
Et tu dis ta passion pour dire ton enfer
Les remords, les horreurs, les étoiles à l'envers
Cette fiancée stupide qui te meurtrit le coeur
Sous ses baisers de fer
Et tu parles et tu parles de ces plaisirs obscurs
Ces rêves allumés, ces douleurs et ces murs
De ton sang menacé au bout de tes délires
Et de ce châtiment comme une meurtrissure
Qui naît de tes plaisirs.
REFRAIN
Tu me dis que chanter, chanter n'est pas une arme
Et que tes paradis se moquent des alarmes
Ta morne volupté te prend comme une proie
Quand tu crèves à ses pieds faudrait que tu te voies
Faudrait que tu me croies.
Paixão Branca
E você fala e você fala dessa paixão branca
Que cospe na sua vida, que estraga seus domingos
Essa aranha da morte que te morde o braço
Que te enfeitiça e te faz dormir e que ri de você
Quando você a empurra
Você me diz que seus dias são obscuros, muito obscuros
E que ela transforma suas noites em terríveis noites em claro
Você não entende mais nada, nem o mal nem o bem
E dizer que antigamente, você se lembra?
Você amava os domingos
REFRÃO:
Eu te estendo as mãos
Agarre-se
Não afunde
Desprenda-me os braços
Quando ela te faz dormir
Dormir em vez de viver
E que ela leva seu triste barco bêbado
Eu quero te arrancar dessa paixão pálida
Que faz eu te odiar tanto quanto eu te amo
E eu te mostrarei os torrentes, as tempestades
As noites de amizade, o verdadeiro sentido da festa
Eu quero te arrancar dessa paixão pálida
Que faz eu te odiar tanto quanto eu te amo.
E você fala e você fala dessa paixão branca
E você diz sua paixão para falar do seu inferno
Os remorsos, os horrores, as estrelas de cabeça para baixo
Essa noiva estúpida que te fere o coração
Sob seus beijos de ferro
E você fala e você fala desses prazeres obscuros
Esses sonhos acesos, essas dores e esses muros
Do seu sangue ameaçado no fim dos seus delírios
E dessa punição como uma ferida
Que nasce dos seus prazeres.
REFRÃO
Você me diz que cantar, cantar não é uma arma
E que seus paraísos zombam dos alarmes
Sua mórbida voluptuosidade te pega como uma presa
Quando você morre aos pés dela, você deveria se ver
Deveria me acreditar.
Composição: Claude Barzotti