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Caravana

Claudio Baglioni

Caravan

CARAVAN

Come siamo cambiati neanche il passato è più
quello dei tempi andati si sa com'è ma non come fu... le cose stan cambiando mentre ci cambiano noi che stiamo ballando l'ultimo valzer che suonano...

Non si esce da una storia che non esce da noi
nelle vie di memoria la stessa storia riaccade poi si abbattono le statue i piedistalli no perché le cose fatue di nuovo servono dopo un po'...

Perché fu è o sarà la vita un viaggio od un destino senza l'equipaggio ma con un ricordo clandestino...
perché qui là o chissà
qualunque cosa è già un ricordo
nebulosa o realtà negata o benvenuta a bordo...

Dove va la carovana dove vaga il caravan
piano va la carovana vaga invano il caravan...

Le cose della vita girano sempre qua in orbita infinita noi siamo di loro proprietà... così ce le prendiamo qui con noi vivono quando poi ce ne andiamo peccato loro non piangono...

Perché fu è o sarà la vita un viaggio od un destino senza l'equipaggio ma con un ricordo clandestino...
perché qui là o chissà
qualunque cosa è già un ricordo
nebulosa o realtà negata o benvenuta a bordo...

Nel viaggio all'apogeo da solo è il re senz'armi né corteo nel rituale del tè l'orologio del cammeo dà un tempo a sé un grigio scarabeo stringe pensando a te...

Perché fu è o sarà la vita un viaggio od un destino senza l'equipaggio ma con un ricordo clandestino...
perché qui là o chissà
qualunque cosa è già un ricordo
nebulosa o realtà negata o benvenuta a bordo...

Dove va la carovana
dove vaga il caravan
ogni cosa cara o vana
torna come un boomerang

Caravana

CARAVANA

Como mudamos, nem o passado é mais
Aquele dos tempos antigos, já sabemos como é, mas não como foi... as coisas estão mudando enquanto nos mudam, nós que estamos dançando o último valsa que tocam...

Não se sai de uma história que não sai de nós
Nas ruas da memória, a mesma história acontece de novo, depois derrubam as estátuas, os pedestal não, porque as coisas fúteis de novo servem depois de um tempo...

Porque foi ou será a vida uma viagem ou um destino sem a tripulação, mas com uma lembrança clandestina...
Porque aqui, lá ou sei lá
Qualquer coisa já é uma lembrança
Nebulosa ou realidade negada ou bem-vinda a bordo...

Para onde vai a caravana, onde vaga a caravana
Devagar vai a caravana, vaga em vão a caravana...

As coisas da vida giram sempre aqui em órbita infinita, somos propriedade delas... assim as levamos aqui conosco, vivem quando depois vamos embora, pena que elas não choram...

Porque foi ou será a vida uma viagem ou um destino sem a tripulação, mas com uma lembrança clandestina...
Porque aqui, lá ou sei lá
Qualquer coisa já é uma lembrança
Nebulosa ou realidade negada ou bem-vinda a bordo...

Na viagem ao apogeu, sozinho é o rei sem armas nem cortejo, no ritual do chá, o relógio do camafeu dá um tempo a si, um escaravelho cinza aperta pensando em você...

Porque foi ou será a vida uma viagem ou um destino sem a tripulação, mas com uma lembrança clandestina...
Porque aqui, lá ou sei lá
Qualquer coisa já é uma lembrança
Nebulosa ou realidade negada ou bem-vinda a bordo...

Para onde vai a caravana
Onde vaga a caravana
Cada coisa querida ou vã
Volta como um bumerangue

Composição: Claudio Baglioni