Secondo tempo
(esterno all'alba) un vicolo di vento
dentro un abito importante
si dondola contento
(cameracar) lui strimpella sul volante
di un'auto scoperta
un po' di barba scura
(interno casa) nella tenda della doccia
si muove una figura
(dissolvenza) mentre cade qualche goccia
sulla macchina da scrivere
sopra le gambe
(in soggettiva) un televisore acceso
facce contorte e strambe
(totale) lui su un letto come arreso
(panoramica) sul pubblico che aspetta
dentro il fumo ed il sudore
e scandisce il suo nome
lui sale la scaletta
(controcampo) e si accende un riflettore
Segundo Tempo
(externo ao amanhecer) um beco de vento
dentro um traje importante
balança feliz
(câmera) ele toca no volante
de um carro conversível
um pouco de barba escura
(interno da casa) na cortina do chuveiro
se move uma figura
(dissolvendo) enquanto cai algumas gotas
na máquina de escrever
sobre as pernas
(em primeira pessoa) uma televisão ligada
caras distorcidas e estranhas
(totais) ele em uma cama como se rendido
(panorâmica) para o público que espera
dentro da fumaça e do suor
e grita seu nome
ele sobe a escada
(campo oposto) e acende um holofote
Composição: Claudio Baglioni