Alzati Giuseppe
Per te che sai che la tua solitudine
è una bugia per sopravvivere
per te che vuoi tornare giù nel sud
e intanto vuoti posacenere
per te che hai sempre fatto economia
e non ti trovi nel giardino pubblico
ancora vivi un incantesimo
andare venire
finire incominciare
trovare perdere
per te che ammazzi i pomeriggi in una briscola
per te che vivi col terrore della tegola
per te che tieni tutti i sogni in una scatola
per te che cerchi di imitare Pelè
per te che ridi e non capisci perché
per te che parli sparli dici sdici sempre di politica
e tiri avanti con le pillole
per te che hai il cuore dentro un luna park
e t'innamori delle bombole
per te che conti i tuoi foruncoli
ogni mattina prima del caffè
per te che suoni la tua armonica
sdraiato in un campo di fragole
sbocciare
sfiorire
gioire disperare
sporcare pulire
aprire chiudere
per te che vivi tutto l'anno in un montgomery
per te che giochi la tua vita sopra i numeri
per te che sei sempre sommerso dai cocomeri
per te che fai tutte le cose a metà
per te che implori un poco di carità
alzati Giuseppe
troppo tempo hai perso già
alzati Giuseppe
verso la tua libertà
alzati Giuseppe
mille secoli tu hai
alzati Giuseppe
se tu vuoi ... tu volerai
per te che vai come un sonnambulo
nell'aria densa di caligine
per te che quando eri più giovane
hai fatto qualche stupidaggine
per te che parli sempre a vanvera
solo perché tu ci hai la scrivania
per te che ruzzi nella polvere
in una strada di periferia
tagliare cucire
partire ritornare
svuotare riempire
salire scendere
per te che affoghi i dispiaceri sopra un tavolo
per te che cerchi la fortuna dietro a un angolo
per te che non hai combinato un cavolo
per te che sembri un altro con il toupet
per te che soffri e non capisci perché
alzati Giuseppe
troppo tempo hai perso già
alzati Giuseppe
verso la tua libertà
alzati Giuseppe
mille secoli tu hai
alzati Giuseppe
se tu vuoi ... tu volerai
Levanta, Giuseppe
Por você que sabe que sua solidão
é uma mentira pra sobreviver
por você que quer voltar lá pro sul
e enquanto isso, cinzeiros vazios
por você que sempre fez economia
e não se encontra no parque público
ainda vive um encantamento
ir e vir
terminar e começar
achar e perder
por você que mata as tardes em uma partida de buraco
por você que vive com o medo da telha
por você que guarda todos os sonhos em uma caixa
por você que tenta imitar o Pelé
por você que ri e não entende por quê
por você que fala, fala, diz e repete sempre de política
e vai levando com os remédios
por você que tem o coração dentro de um parque de diversões
e se apaixona pelas bombonas
por você que conta suas espinhas
toda manhã antes do café
por você que toca sua gaita
deitado em um campo de morangos
florescer
murchar
alegrar-se desesperar
sujar limpar
abrir fechar
por você que vive o ano todo em um montgomery
por você que joga sua vida em cima dos números
por você que está sempre afogado em melancias
por você que faz tudo pela metade
por você que implora um pouco de caridade
levanta, Giuseppe
tempo demais você já perdeu
levanta, Giuseppe
rumo à sua liberdade
levanta, Giuseppe
mil séculos você tem
levanta, Giuseppe
se você quiser... você vai voar
por você que vai como um sonâmbulo
no ar denso de neblina
por você que quando era mais jovem
fez algumas besteiras
por você que fala sempre sem pensar
só porque você tem a escrivaninha
por você que rola na poeira
em uma rua de periferia
cortar costurar
partir voltar
esvaziar encher
subir descer
por você que afoga as mágoas em cima da mesa
por você que busca a sorte atrás de uma esquina
por você que não fez nada de útil
por você que parece outro com o topete
por você que sofre e não entende por quê
levanta, Giuseppe
tempo demais você já perdeu
levanta, Giuseppe
rumo à sua liberdade
levanta, Giuseppe
mil séculos você tem
levanta, Giuseppe
se você quiser... você vai voar