O Horizonte É Meu
Cláudio Fontenelle
No rastro frio de sombras que eu chamei de lar
Onde o silêncio era a única forma de respirar
As ruínas do que fomos são cinzas no meu peito
Um labirinto de vidro que eu quebrei sem jeito
Adeus não é perda, é o fim do meu segredo
Queima a ponte agora, não guardo mais segredo
Eu quebro as correntes que você forjou
A luz do horizonte enfim me encontrou
Não sou mais a sombra, eu sou erupção
Deixando as ruínas na palma da mão
Livrem, vem, livrem, o fogo me diz
Renasço das cinzas, sou minha raiz
O veneno era doce, a cela era de seda
Mas minha alma é ferro, é rocha, é moeda
Olho para trás e vejo o castelo ruir
Nenhuma lágrima resta para o passado fluir
O ar agora corta, é frio e é real
Mas prefiro a verdade, é um abraço letal
Eu quebro as correntes que você forjou
A luz do horizonte enfim me encontrou
Não sou mais a sombra, eu sou erupção
Deixando as ruínas na palma da mão
Livrem fim livre, o fogo me diz
Renasço das cinzas, sou minha raiz
Queime, queime, as cinzas nos libertarão
Queime, queime, a chama em minhas mãos
Nós somos o horizonte
O horizonte é meu
Finalmente, meu



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