O Mapa Desse Amor
Cláudio Fontenelle
No rastro do dendê você buscava o sotaque
Cláudio traduzia o que o olhar não dizia
Olga o cirílico sumiu na maré, o calor
De Salvador é o que o seu peito quer
Escondido no beco, sem flash, sem nome
Onde a fome de afeto, a saudade consome
É segredo de orixá, eu na palma da mão
Russo e baiano batendo o mesmo coração, no balanço
Cláudio no tambor, na Bahia o mistério se faz
Desejo, a gente se entende na pressa do beijo
A gente se entende na pressa do beijo, língua
Estrangeira se tornou pele, suor, Cláudio ensinando
O jeito de ser melhor, Olga desenha a vida em
Outra caligrafia, longe do frio, na nossa utopia
O Pelourinho guardo que ninguém pode saber
Um amor de verão que não quer desaparecer
É segredo de orixá, é um gringo na palma da mão
Baiano batendo o mesmo coração, Olga no balanço
Cláudio no tambor, a Bahia, o mistério
Se faz de desejo, a gente se entende na
Pressa do beijo, a gente se entende na
Pressa do beijo, fala por nós, Cláudio e Olga
Até o Sol nascer



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